E o dinheiro?
Não sei até que ponto devemos ficar felizes com a descoberta de tantos desvios de recursos dos cofres públicos. O Ministério Público investiga, descobre os corruptos, a mídia divulga amplamente nomes e imagens, mas o mais importante e necessário nunca ocorre: a devolução desses valores absurdos aos cofres públicos. Como dizer diante de tudo isso que estamos vendo constantemente que o crime não compensa? Não compensa para quem desvia pouco. Temos exemplos diversos na cidade e no país que o pior que pode acontecer é ter o nome e a imagem divulgados, coisa que para esses corruptos não têm problema. Afinal, o povo tem a memória curta e, logo, eles estarão ocupando cargos públicos novamente. E o dinheiro? Bom, continuará em suas contas. Não me lembro de nenhum caso de devolução dos valores aos cofres públicos.
EDVALDO FRANÇA (bacharel em Direito) - Londrina



É preciso mais
É de admirar o trabalho do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no escândalo da Saúde em Londrina. A sociedade espera, agora, que este caso não fique como todos os outros: investiga, prende, solta e depois tudo cai no esquecimento. O povo não pode mais continuar pagando esse preço. Esperamos que a justiça seja feita.
JÚLIO RODRIGUES MELLO (vigilante) - Londrina



Quiosques
Achei excelente a decisão do prefeito Barbosa Neto de não permitir o retorno dos quiosques ao Calçadão. A cidade ficou mais visível e limpa. Os quiosques facilitavam a vida de algumas pessoas, mas atrapalhavam a de centenas que gostariam de um acesso rápido e livre pelo Centro. Parabéns prefeito, foi uma decisão muito sábia.
MARIA REGINA MONTEIRO CLAVISO (secretária) - Londrina



Religião x respeito
Sobre a matéria ''Curitibano preso no Paquistão chega hoje'' (Mundo, pág.8, 24/05), já imaginou ir para a cadeia só por gritar ''Eu tenho fé''? Isso parece ser comum no Oriente Médio, onde um brasileiro foi preso por gritar o nome da Virgem Maria. As autoridades alegaram que é proibido dizer tal nome em mesquitas. Será essa uma lei positivada em constituição ou uma lei cultural? É um tanto incômodo imaginarmos que somos mais inteligentes quando não conseguimos sequer respeitar a religiosidade do nosso semelhante, ainda mais em um país muçulmano que vê sua fé como uma arma para tudo.
LUKAS HENRIQUE DOS SANTOS (estudande de Direito) - Londrina


Autoestima
Na capa FOLHA de 20/5 saiu uma notícia que é um bom exemplo para quem ainda pensa que bebida alcoólica serve para alguma coisa benéfica. Depois de 13 anos bebendo e chegando a ser considerado alcoólatra, Dirceu Davi conseguiu abandonar o vício, se dedicou ao esporte, recuperou sua autoestima e também a família. Mais uma vez bato na tecla: tudo começa pelo beber socialmente, ou beba com moderação e outras propagandas enganosas que visam aliciar principalmente os jovens, hoje muito mais as nossas jovens, para um caminho sem volta. Essa indústria tem muita força e dinheiro mas, se as autoridades acordarem, ela não será indestrutível. Parabéns à FOLHA por se posicionar sobre o assunto.
EDGAR BAER (advogado) - Londrina


Profilaxia
Gostaria de parabenizar o professor Wilmar Marçal pelo artigo ''Hipócrates ou hipocrisia?'' (Espaço Aberto, 23/05), que é a ''fotografia'' do modelo de atendimento médico no País. Realmente, o melhor seria a profilaxia, mas o que vemos nesse meio é ''remediar'' para cada vez mais encher o bolso de alguns que maculam a profissão tão digna de médico.
CLOVIS HAMESSI (especialista em administração empresarial) - Mandaguari

mockup