CARTAS
Emergência!
O tempo passa e a saúde no Brasil continua esquecida. Os hospitais estão superlotados e muitas vezes se assemelham a hospitais de campanha montados em um campo de guerra. São pessoas que pagam impostos corretamente e quando necessitam de atendimento médico decente simplesmente não conseguem. São médicos que não cumprem seus horários, pois não são punidos. São bilhões de reais destinados à construção e manutenção de hospitais que estão em ruínas ou nunca saíram do papel. Alguém irá tomar uma atitude que realmente mude essa situação? Os brasileiros esperam que sim.
VANESSA TOLENTINO (estudante de Jornalismo) - Londrina
Sistema viário
Ao trafegar pelas avenidas de Londrina, tenho me deparado com a falta de critério das sinalizações verticais de trânsito (semafórica, de regulamentação e de orientação). Essas placas de orientações se apresentam com uma falta de sintonia entre o tempo de leitura e o entendimento das mesmas. Elas apresentam grande diversificação de cores, distanciamento irregular entre as palavras e as setas em vários sentidos que poluem visualmente e confundem os usuários de veículos. Na leitura do entendimento vertical, o condutor de veículo, necessita de quatro pontos importantes: clareza na identificação da mensagem; limitar o número de informações nas placas; observar maior uniformidade das cores das placas; locação da mesma em vias públicas. A sinalização urbana não é somente feita para seus moradores, mas principalmente por grande número de motoristas não familiarizados com nossas vias. Afinal, Londrina é um grande polo regional e já é hora de melhorarmos nossa sinalização de trânsito.
JULIO MORTARI (engenheiro) - Londrina
Que notícia!
Pela primeira vez uma autoridade, o deputado estadual Leonardo Paranhos, demonstra real interesse em reverter a tendência absurda da disseminação do vício, cuja iniciação se dá pelo uso de bebidas alcoólicas, a cerveja como carro chefe (Informe Folha, pág.3, 04/05). Além da figura pública do técnico Mano Menezes, todos os anunciantes e, pior, defensores do vício deveriam ser proibidos de assumir esse maligno papel. A diminuição comprovada de fumantes demonstra bem como a proibição de propaganda deletéria e leis severas ajudam a resolver não só que viciados deixem o vício, mas, principalmente, que jovens enveredem por esse caminho. Parabéns, deputado, não pare por aí, mas saiba que sua luta vai ser dura porque vai enfrentar a indústria mais rica e poderosa da terra: a do vício.
EDGAR BAER (advogado) - Londrina
Acesso à educação
Com relação à matéria ''Desigualdade é a menor em 50 anos, diz estudo'' (Geral, pág.5, 04/05), dizer que a desigualdade é menor devido ao acesso à educação é pura demagogia. O acesso à Bolsa-Família obriga a criança a manter-se na escola o que não induz à educação de qualidade. Apenas aumentaram as frequências. O custo por aluno é demasiadamente elevado para retenção, isto faz com que a ascensão para o ano seguinte torne-se praticamente automática. Acesso à educação está muito além da mera frequência. Esta tem o intuito de favorecer o conhecimento e prática dos hábitos sociais pelo desenvolvimento dos valores intelectuais e morais. A escola tem que funcionar na vivência cotidiana da criança. Caso contrário, acentua as disparidades sociais e privilegia os valores da classe dominante. A realidade em que vivemos tem demonstrado menor desigualdade?
NAZARÉ LEÃO GIMENEZ (professora) - Londrina
Bin Laden
Devemos sim comemorar a morte de bin Laden. Esse elemento não merece o status de ser humano! Sua ideologia arcaica e seu ódio mataram milhares de inocentes. A morte de criaturas como bin Laden, Hitler e Mussolini devem ser motivo de comemoração. Devemos festejar, pois isso significa o continuísmo da vida e da liberdade.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina
- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 700 caracteres (10 linhas) e vir acompanhadas da fotocópia do RG, nome completo, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal.
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