CARTAS
Movido à lenha
A notícia de que Delúbio Soares volta a se filiar ao PT me faz lembrar do fogão à lenha da minha avó nos dias chuvosos: fazia uma fumaceira danada e não esquentava quase nada. O ex-tesoureiro do PT é igual ao tal fogão, só fez fumaça. Será que a Justiça Eleitoral também é tocada à lenha? Se tivesse esquentado a chapa do Delúbio, ele não estaria voltando tão cedo. Na verdade, deveria estar preso pelo escândalo que provocou. Só que prender Delúbio é o mesmo que quebrar o fogão da avó só porque não esquenta a chapa. Quando a Justiça irá responsabilizar os partidos pela fumaça e não o filiado?
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) - Londrina
Dez anos de atraso
Todo dia leio comentários a respeito da nova loja recentemente inaugurada na Zona Sul de Londrina que está lutando já algum tempo para trabalhar em horários normais dos shopping centers e não consegue devido à intolerância de certas pessoas que simplesmente levam o nome de sindicato para fazer barulho. Acorda gente! O que está acontecendo com nosso município, já não bastam tantos problemas envolvendo a cidade? Sou contra sindicatos que só servem para trampolim político. Que vergonha, nossos governantes não ter pulso forte para evitar o desemprego de 60 funcionários caso não resolvam esse impasse.
NATHANAEL DA SILVA (projetista) - Londrina
GM armada já!
Muito se tem criticado o guarda municipal que portava ilegalmente uma arma de fogo e se acidentou com ela no PAM. Embora não possamos concordar com ilegalidades, acho lamentável que ainda não tenha se resolvido a questão do porte de armas da Guarda Municipal de Londrina. Ora se os guardas estão usando coletes à prova de bala, é claro que exercem uma atividade de risco, inclusive fora do horário de trabalho. Assim, deveriam também - desde o primeiro dia de trabalho - estar portando armas de fogo, já que podem ser confrontados a qualquer momento por um marginal. Cabe à Prefeitura e à Secretaria de Defesa Social se empenhar mais na resolução dessa questão. Os guardas não podem ficar inseguros no cumprimento de suas tarefas.
PAULO SÉRGIO RIBEIRO VIEIRA (professor) - Londrina
Buracos x incompetência
Na última terça-feira me deparei com um grupo de jovens tendo problemas para trocar um pneu estourado na Avenida Castelo Branco. Quando parei para ajudar, um outro carro parou próximo com o mesmo problema e, momentos depois, um terceiro. Unimos os esforços e conseguimos nos ajudar. Enquanto trocávamos os pneus, todos comentavam como estão lastimáveis as condições de nossas vias públicas. Hoje para se locomover de carro nas ruas de Londrina tem que se escolher qual o buraco menos prejudicial para se transpor. Está um verdadeiro caos. Que saudades daquele tempo em que as ruas da cidade eram bem cuidadas, médicos trabalhavam nos postos de atendimento, a administração dos recursos públicos era tratada com respeito e competência.
ENRICO LUIGI PRETO (engenheiro civil) - Londrina
'Dedo de prosa'
Quero parabenizar a todos da FOLHA pelas opiniões e reportagens, em especial do Caderno Folha Cidade. Praticamente ''devoro'' o jornal. Acho interressante observar até mesmo a Folha Imobiliária. Gosto ainda das crônicas da seção ''Um dedo de prosa'' da Folha Rural, como ''Quaresma: tempo de reflexões'' publicada na edição de 12/03.
WILSON TOMAZ FERREIRA (porteiro) - Umuarama





