CARTAS
Ano político: perigo!
Vereadores, que nada fizeram a não ser dar trabalho extra na Câmara, começam a aparecer fazendo projetos sem pé e nem cabeça. Pedem isenção de passagem para os estudantes e guardas municipais. Se tivessem feito um projeto de como evitar os desperdícios, a corrupção e a incompetência, ajudariam o prefeito a administrar a cidade. Entretanto, o que fizeram a não ser criar problemas para a cidade? Fazer projeto assim é ganhar na foice e perder no machado, isenta uma categoria e onera a outra que é o trabalhador que já está quase morto de tanta despesa. Parem de criar atrito e descubram uma forma de melhor união entre o Legislativo e o Executivo. Façam alguma coisa melhor para a cidade. O povo está esperando. E não adianta fazer média com o chapéu alheio, no caso dos trabalhadores porque essa conta volta para eles.
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) - Londrina
Acima da lei
Sobre a nota ''Promessa é dívida'' publicada na coluna de Dora Kramer (Política/Economia, pág.6 , 24/04), é impressionante como querem fazer sobrepor leis, normas e condutas e o desconhecimento da própria Constituição no Brasil. Será que os dirigentes dessas ONGs e da Rede Nossa São Paulo não conhecem que é a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Plano Plurianual que definem o que as administrações públicas podem ou não fazer? Aliás, desrespeito às leis e à Constituição é que o mais temos visto ultimamente.
RICHARD FONTANA (empresário) - Londrina
Doação polêmica
Li com apreensão na coluna de Cláudio Humberto (Política, pág. 4, 04/04) que somente nos dois últimos anos do governo Lula ''o Brasil distribuiu R$ 61 bilhões do tesouro para 27 países, entre eles Líbia, Síria e Irã''. Ora, se o Brasil está doando recursos financeiros a diversos países, presume-se que não temos nenhum problema urgente a ser solucionado, quando sabemos que o país está sucateado em todos os níveis. Não seria mais justo e sensato que, antes de tentar vender ao mundo uma imagem de país rico e sem problemas internos, resolvêssemos as nossas imensas necessidades? Com o dinheiro doado quantas escolas, hospitais, estradas e penitenciárias mais dignas daria para construir? Seria essa doação uma maneira de ''convencer'' nações amigas de que somos merecedores de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU? Ou seria a esperança da indicação de ''alguém'' para o Nobel da Paz? O dinheiro foi doado sem a devida autorização do Senado. E a oposição não vai se manifestar?
JOSÉ LUIZ NOGUEIRA DA COSTA (advogado) - Londrina
Devastação das florestas
Semanas atrás, vimos estarrecidos um helicóptero do Ibama seguindo impotente carretas carregadas com toras retiradas criminosamente da floresta Amazônica. A reportagem focalizou também enormes correntes usadas para derrubada das frondosas árvores e o arrastão de toda A vegetação que se antepunha às diabólicas máquinas de destruição. O que fazem os governantes deste País para coibir esse desastre ecológico? Por que se criaram órgãos, como o Ministério do Meio Ambiente, cuja finalidade deveria ser a de preservar nossa flora e fauna? A Campanha da Fraternidade tem nos alertado sobre o iminente perigo do ''aquecimento global'', que já vem causando destruição, sofrimento e dor no mundo inteiro. Oxalá, a humanidade se concientize para essa triste realidade e providências urgentes sejam tomadas pelos nossos governantes.
MÁRIO JOSÉ CEBULSKI (aposentado) - Londrina





