CARTAS
Tragédias x demagogia
Quando acontece uma tragédia como essa do Rio, lá vem nossos ilustres políticos com sua demagogia. Se chove, eles vêm dizendo que as pessoas não poderiam estar nas áreas de risco e que vão resolver tudo. Dias após, somem e só reaparecem em outra enchente para dizer a mesma coisa. Depois dessa do Rio, os vereadores cariocas querem aprovar com urgência a lei dos detectores de metal! No Congresso, mais uma vez, volta o tal do desarmamento (dos homens de bem e nunca dos bandidos) que não vai modificar nada, pois políticos e autoridades têm seus guarda-costas, enquanto nós, pobres mortais, somos assassinados todos os dias em todo o Brasil, reagindo ou não a assaltos. Esse é o político que temos. Só nos resta rezar.
JARDEL CANDIA (comerciante) - Santo Antonio da Platina
Violência nas escolas
Nos deparamos com muitas opiniões contrárias às revistas policiais nos estabelecimentos de ensino, inclusive de autoridades e ''estudiosos'' da área, que alegam, dentre outras razões, que os educandos ficam expostos ao vexame e ao constrangimento. Cabe a essas pessoas refletirem que para todo benefício, existe um custo.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
Tarifas ilegais
Os bancos cobram, sistematicamente, tarifas ilegais nos financiamentos de veículos. O valor dessas tarifas ultrapassa R$ 1 mil - um absurdo! Estima-se que os bancos, em 2010, tenham arrecadado algo em torno de R$ 1,5 bilhão, somente com essas tarifas. O pior é a conivência do Banco Central com essa ilicitude. Tribunais em todo o país já decidiram pela ilegalidade da cobrança, no entanto, os bancos continuam a efetuá-la, mesmo com a proibição do Judiciário. Bancos, neste país, estão acima da lei. Por exemplo: determinado banco, ao financiar um veículo, cobrou tais tarifas, cujo valor atingiu R$ 1.400,11. Procurado, o banco, depois de esquivas, informou que não faz a devolução do valor das tarifas. Assim, fica com recursos que, legalmente, não lhe pertencem, configurando o ilícito que dá origem a um enriquecimento sem causa. Cabe à Justiça dar algum equilíbrio nesta relação bancos/consumidores, pois é impressionante como os cidadãos são desrespeitados.
ANTONIO VALERIANO ANTUNES LOPES (economista) - Londrina
Prisão especial
É impressionate o corporativismo de determinado segmento da nossa sociedade. Afinal, os beneficiados pela lei serão justamente aqueles que estudam as leis e deveriam aplicá-las de forma correta. Mais uma vez se confirma a velha máxima: a Justiça é cega! Mas não para todos. Afinal, os magistrados sabem como aplicar a lei e também como defender os próprios interesses. Nem todos são iguais perante a lei pelo menos no Brasil.
REINALDO SILVA CRUZ (web designer) - Londrina
Atendimento do SAS
Diferentemente do que relatou o leitor Esmeraldino Franco (Cartas, 03/04), em Jacarezinho, onde sou atendida pelo Sistema de Assistência à Saúde (SAS), consigo agendamento tanto para consultar em diferentes especialidades ou para exames na mesma semana que ligo. Não preciso ficar na fila, pois o agendamento é feito por telefone. As atendententes são gentis e o atendimento é muito bom. O que será que está acontecendo com o SAS em Londrina?
TEREZA CRISTINA GÓBIS AUGUSTO (professora) - Cambará
Posse de armas
Acreditarei num Brasil com segurança no dia em que governantes, políticos e empresários circularem livremente pelas cidades sem seus seguranças armados e em carros não blindados. Isso só ocorrerá quando o brasileiro estiver com seu espírito desarmado por confiar numa justiça séria, igual para todos e rigorosamente aplicada. Não por medidas pueris que limitam a posse de armas, enfraquecendo os bons e dando força a criminosos e mal intencionados!
SILVANO CORRÊA (economista) - São Paulo





