CARTAS
Monstro de volta!
O monstro da inflação está ressuscitando! Que saudades do Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central. Muito criticado em sua gestão, mas durante os oito anos do governo Lula à frente do Banco Central dominou esse monstro terrível que os brasileiros muito bem o conhecem. Talvez, por uma questão de ego, o governo Dilma nunca se alinhou com a política de juros de Meirelles. Quem viver verá.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina.
Horário do comércio
Sou paulista de nascimento e londrinense de coração. Como consumidor e empresário, vejo com orgulho que a cidade está ganhando a força de uma metrópole. Mas me preocupa muito o futuro do comércio tradicional, que predomina nas áreas centrais e nos bairros. Vemos grandes lojas se instalando na cidade com excelentes estratégias, principalmente com horários especiais que atendem às necessidades do consumidor. Essa liberdade é excelente, mas deve valer para todos. O comércio tradicional é um dos pilares da economia de Londrina e não pode ser obrigado a viver refém de regras injustas que só valem para ele. A Câmara tem essa responsabilidade nas mãos: ser justa com todos os segmentos do varejo, acredito que nossos políticos são capazes de fazer a coisa certa. As próximas eleições estão chegando, nossa cidade está começando a ter memória e acredito que os eleitores sempre são justos com aqueles que são justos com eles.
ANTONIO RICARDO PACHECO (engenheiro mecânico) - Londrina
Desarmamento
No Brasil não adianta tentar convencer o povo que o desarmamento é uma boa. Todos sabem que a maioria das mortes é cometida com armas compradas por gente honesta, mas depois são roubadas ou vendidas a terceiros. E estes revendem para ladrões e criminosos. Parte da mídia, que é financiada pelas multinacionais e fabricantes de armas, diz que se desarmar o povo fica mais fácil para o bandido, o que é uma mentira. Acontecem casos em que o trabalhador é assassinado com sua própria arma. Até a Igreja se cala nesta hora. O que há por trás de tudo isso? A chacina do Rio foi cometida com armas que compradas por gente honesta.
JOÃO MARINO DELIZE (agricultor) - Maringá
Heróis reais
A tragédia de Realengo nos revelou que existe heróis de verdade. Não um herói do esporte, da ficção, mas um mortal que diante de duas crianças feridas correu até a escola sem saber o que iria encontrar. Movido pela coragem e amor à profissão ajudou a salvar muitas vidas. Não fossem o sargento Márcio Alexandre Alves e seus dois companheiros uma carnificina ainda maior teria acontecido.
JULIO RODRIGUES DE MELLO (vigilante) - Londrina
Luzes que ficam
A doação de órgãos é o amor sem fim que transcende a linha da vida: doar uma parte que de nada servirá ou deixar que se transforme em pó um bem tão precioso para o próximo. Através de nossos órgãos doados deixamos, além da continuação de uma vida digna para o próximo, nosso último gesto que mostra nossa preocupação com a melhoria da qualidade de vida de uma pessoa desconhecida. Só quem precisa de um coração, um rim, um fígado, das córneas ou de outro órgão poderá saber a grandeza de espírito de uma família que consegue transformar a angústia em esperança para que outra família possa superar momentos difíceis.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul





