CARTAS
Fundo partidário
Infelizmente, mais uma vez os políticos fazem as coisas de acordo com seus interesses e o povo que se lixe! Vamos continuar a não fazer nada? Essa reforma política agora vai querer empurrar goela abaixo de todos os brasileiros o financiamento público exclusivo para campanhas eleitorais. Como se fosse possível acreditar que eles não utilizarão dinheiro de caixa 2 para suas campanhas! Alguém acredita em papai noel? Como se fosse possível ainda eles não atenderem seus amigos empreiteiros que gostam de ficar pendurados nas verbas do governo. E mais além, a verba do povo para o fundo partidário para 2011 em forma de dinheiro do orçamento e multas não são apenas R$ 150 milhões, mas sim R$ 300 milhões aprovados na calada da noite no Congresso Nacional no final de 2010.
ANTONIO BENEDITO ALMEIDA CAMARGO (engenheiro agrônomo) - Cornélio Procópio
Ilusão de ótica
Os milhares de trabalhadores que saíram do campo e ingressaram na construção civil talvez tenham em um futuro não muito distante um leve dissabor, pois a economia não está alicerçada para produzir em Londrina, todos os anos, 2.500 casas populares. O campo que é seu habitat natural irá sentir a falta dessa mão de obra. Como qualquer ramo da economia, a agricultura irá se ajustar e tentar de outro modo suprir a ausência. A nova ocupação traz também em seu bojo novos usos e costumes. Aliados aos ganhos maiores, aparecem novos gastos - tais como aluguel, roupa, novos eletrodomésticos - e esse homem perceberá que não tem mais a horta, a galinha que lhe fornecia ovos e carne e o famoso porquinho caipira, de carne tão apreciada. Depois de um tempo observará que o aumento de ganho não é tão real como parecia e com a brusca mudança de seu ''modus vivendi'' se sentirá um peixe fora d'água.
EDSON MERDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Londrina
Mandato político
Creio que se o mandato político pertence aos partidos, estes não deveriam permitir que o político, depois de eleito, mudasse de partido ou mesmo saísse para fundar um novo. Também o partido deveria ser responsabilizado por qualquer ato irregular praticado pelos políticos filiados. Nos casos mais graves onde o político perde seu cargo, o partido deveria perder sua vaga e não deveria ser permitido que o suplente assumisse. Talvez, assim os partidos passem a selecionar melhor seus candidatos.
TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) - Londrina
Estado laico
Como estudante de Teologia e cristão praticante poderia me juntar àqueles que estão preocupados com o projeto de Lei PNDH 3 que visa retirar dos órgãos públicos os símbolos religiosos (crucifixo). Mas até que ponto é importante manter este símbolo nesses locais? Será ele está sendo honrado por todas as pessoas que ali trabalham? A mídia nos dá a resposta do cenário em Londrina e pelo Brasil afora, como estão se comportando os políticos dessa nação. Ser somente cristão na hora de responder à pergunta do recenseador do IBGE não basta. Temos que realmente fazer a diferença como autênticos cristãos ou então não fará sentido manter um símbolo na parede somente para decoração.
ILMO SCHIAVONI (estudante de Teologia) - Londrina
Prisão ou escola?
Infelizmente, o Brasil está mais para prisão. A curto prazo é necessário a construção de algumas unidades prisionais. Prisão tem que ser para quem oferece perigo para a sociedade, caso contrário, é um péssimo investimento. Precisamos investir fortemente na educação. Um aluno na escola pública custa menos de 20% de um preso. Se de um lado, o sistema prisional não recupera ninguém, de outro, o educacional está longe de ser o ideal.
MÁRIO FUZETO
(técnico contábil) - Itambaracá





