CARTAS
Lei contra o fumo
Talvez por faltar problemas em nossa cidade, a Câmara está se dedicando à discussão de um projeto de lei tão polêmico como absurdo: proibir que hotéis tenham quartos ou andares exclusivos para fumantes. A Constituição prevê o direito à liberdade do cidadão. Que se proíba o fumo em órgãos oficiais, logradouros públicos. Agora querer estender essa lei para interior de hotéis, eliminando qualquer possibilidade de receber fumantes, inibe todos os visitantes do mundo de aqui aportarem, sem oferecer a contrapartida municipal referente ao prejuízo financeiro e de também lesar o turismo. Já foram aprovadas leis, sem uma discussão séria, que estão aí à deriva, pois o município não fiscaliza por incapacidade, e esta seria mais uma. Clamo por coerência e responsabilidade, mesmo detestando o fumo.
CARLOS ROBERTO MIRANDA (administrador) - Londrina
Ficção x realidade
Não assisti ao filme ''Bruna Surfistinha'' ainda, mas lendo a crônica ''Um retrato do risco'' (Folha2, pág. 4, 13/03), gostaria de parabenizar a jornalista Célia Musilli pela forma como abordou o ''tema prostituição''. O ponto de vista dela foi preciso! Realidade sim, glamour não! Afinal, quantas jovens não devem ter assistido ao filme e poderiam sair da sala do cinema achando que esse é um caminho a ser seguido. Não existe glamour nisso não, mas sim uma realidade dura e cruel.
ALCIR ANTONIO CHIARI (engenheiro agrônomo) - Londrina
Avião x mosquito
Pode até parecer uma ideia absurda a princípio, mas que tal utilizar um avião pulverizador como aqueles utilizados em lavouras para passar o veneno contra o mosquito da dengue em locais onde o problema é mais grave? Acredito que faria mais efeito do que os carros que passam nas ruas fazendo mais barulho do que eliminando os mosquitos.
EDVALDO MACIEL DE FRANÇA (bacharel em Direito) - Londrina
País dos impostos
Concordo com o leitor Mário Fuzeto (Cartas, 26/02) quando diz que os políticos são os cânceres do país. O que pagamos em impostos embutidos nos produtos que consumimos e mais o absurdo que pagamos em IPTU, IPVA, IR, mas nada é repassado em benefício do povo. Em Rolândia, por exemplo, temos que conviver com o famigerado pátio de manobras da rede ferroviária no centro da cidade, atrapalhando o sono dos moradores próximos à linha férrea - além da sujeira logo abaixo da praça Castelo Branco - e ninguém faz nada. Acham que trincheira vai resolver alguma coisa? Claro que não, a sujeira vai continuar e o barulho piorar. É uma vergonha!
ALZITA DA SILVA (professora) - Rolândia
Código Florestal
Parabéns à FOLHA por publicar o artigo ''Código Florestal e caos urbano'' (Espaço Aberto, 09/03), escrito pela professora Eliani Tomiasi Paulino. As pessoas que mais destruíram o meio ambiente estão empenhadas em aprovar o relatório do deputado Aldo Rebelo, que tem pontos questionáveis. Um exemplo é a mata ciliar: hoje a lei obriga 30 metros nos rios menores e a proteção aumenta de acordo com o tamanho do rio. No relatório baixa para 15 metros, o que destruirá o que já foi preservado. Uma lei desta importância não pode satisfazer apenas o desejo dos grandes proprietários, precisa analisar as condições das futuras gerações e dos agricultores familiares. Espero que os nossos representantes tenham coerência para mudar os pontos nescessários no projeto de lei para não ficar para a história como o Congresso que aprovou uma lei que ajudou a destruir o meio ambiente.
PAULO ROBERTO SANITÁ (agricultor) - Tamboara





