Mais de mil palhaços
''Tanto riso. Oh, quanta alegria. Quase duzentos milhões de palhaços'' neste País. Já se passaram três meses deste novo governo e nada de novo aconteceu. Brasileiros são mortos todos os dias nas portas de hospitais. A dengue está matando pelo descaso dos nossos governantes omissos. E nós brasileiros somos coniventes com tudo que está acontecendo. Para nós, é melhor fazermos de conta que tudo está bom. Dizem que faltam recursos, mas para fazer carnaval não falta. Tomemos como exemplo os moradores do Rio de Janeiro: primeiro sofreram com a guerra nas favelas, depois vieram as enchentes, matando milhares de pessoas e deixando outras tantas desabrigadas. Dizem que faltam (ou que haverá demora) recursos para ajudar estas pessoas, mas para fazer um carnaval astronômico arrumaram recursos! Somos enganados todos os dias e ficamos quietos.
PAULO VENGRUS (agricultor) -Santa Mariana


Exemplo japonês
Um país que já foi arrasado por guerras, bomba atômica e inúmeras catástrofes naturais, tem a competência e a inteligência de reerguer-se em um curto espaço de tempo. O povo japonês, quase que na totalidade honesto e trabalhador, com políticos e dirigentes públicos dotados de hombridade, dissipa habilmente os rastros deixados pelas tragédias, exceto a dor daqueles que perderam os entes queridos. Nós, brasileiros, (des)governados por uma caterva de incompetentes e surrupiadores do erário, deveríamos ''esticar'' os olhos para ficarmos, ao menos, um pouco parecidos com os japoneses.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé



Alimento vira lixo
Parabéns à FOLHA pela grande reportagem ''Alimento que vira lixo'' (Folha Especial, 13/03) das jornalistas Carolina Avansini e Marian Trigueiros. Agora só falta ligar a questão de evitar tantos desperdícios com a polêmica do Código Florestal brasileiro. Em vez de abrir novas frentes de produção, podemos melhorar a administração e o consumo dos alimentos.
DANIEL STEIDLE (educador ambiental) - Rolândia



Tragédia no Japão
O senhor José Pedro Naisser (Cartas, 12/03), que se autointitula ''ambientalista'', dá mostras de estar fora da realidade do meio ambiente quando culpa o ser humano pelo terremoto e o tsunami ocorridos no Japão. De fato, a humanidade pode ser acusada de muitos danos e desrespeito à natureza, mas culpá-la pela tragédia no Japão seria a mesma coisa que culpá-la pelas erupções vulcânicas. Todo mundo sabe que estas coisas acontecem sem a interferência humana.
JOHAN SCHEFFER (professor) - Castro



Sandy x gramática
No carnaval, o que geralmente chama a atenção é a nudez. Este ano, o que me chamou a atenção foi a vestimenta. Sim, uma camiseta usada pela cantora Sandy com a propaganda de uma marca de cerveja. Sandy já confessou que não gosta de cerveja. Também todos sabem que uma cerveja com a marca ''descontraída'' teria poucas chances de venda. Por isso, temos que compreender as reações inesperadas dos artistas. A cantora adotou um novo sinônimo para a palavra ''descontraída'': ''devassa''. Foi a maneira como conseguiu explicar o contrato com a cervejaria. Quando estudei gramática, os sinônimos de devassa eram um pouco mais pesados. Talvez um contrato de R$ 1 milhão explique as oscilações gramaticais.
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) - Londrina


Correção
- Diferentemente do informado na matéria ''Feira domina vagas em hotéis'' (Especial Movelpar, pág. 6, 14/03), Sérgio Vicentini é gerente do Higienópolis Boulevard.

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