CARTAS
Obra mal feita
No final do ano passado (ano eleitoral), o Governo do Paraná, por meio de empreiteiras (sempre elas) iniciou a restauração da rodovia PR-445 entre Tamarana e Londrina. Foram vários meses de transtornos para os viajantes, uma fortuna de nossos impostos foram gastos. Há um mês a obra foi terminada e já está se desfazendo como açúcar. Próximo ao Distrito de Irerê, a terceira pista já se encontra toda esburacada, impossível de trafegar, levando perigo aos usuáios da rodovia. Uma verdadeira vergonha. Quero saber se os órgãos competentes do Estado vão acionar essas empreiteiras a consertar ou devolver nosso dinheiro que levaram?
SIDNEY GIROTTO (médico) - Londrina
Violência nas cidades pequenas
Difícil acreditar que um dia iríamos nos deparar com a violência em cidades pequenas do interior do Paraná. Lembro-me muito bem como era e como está hoje. O comparativo é gritante. A quem devemos creditar tamanho crescimento do crime ligado ao narcotráfico? Usuários de drogas? Será que devemos debitar esse problema às administrações municipais que por ventura viram nascer e crescer tal ato e quase nada fazem? Ou será ao governo estadual, federal? Ou ao policiamento civil ou militar? Ou à própria população que convive e deixou esses criminosos agirem à solta? Diante de tudo isso, fica uma excelente pergunta que não quer calar: o problema está aí, instalado e trazendo tristezas e amarguras às famílias, insegurança geral da população, o que fazer, senão pedir socorro? E não queremos ouvir a ladainha, pois a lei somos nós que a fazemos.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá
Conchavo
Sobre a correção da tabela do Imposto de Renda (IR) proposta pelo governo em 4,5% e contestada pelos oposicionistas devido a inflação do ano passado que ficou em 5,91%, não seria o caso de uma mobilização total dos parlamentares? Afinal, a população trabalhadora que elege seus representantes o fazem acreditando que senadores e deputados chegam ao poder para defender os direitos de seus eleitores. Porém, não é o que acontece. O que se vê é um conchavo com o governo votando e aprovando medidas que desfavorecem a população. Um dia o povo acorda e então será tarde.
IZABEL AVALLONE (professora) - São Paulo
OAB, deputado e custas
Na condição de cartorário, fomos surpreendidos com a ''vitória'' da OAB e do deputado Tadeu Veneri sobre a liminar concedida para reduzir as custas judiciais e extrajudiciais que tinha tido um aumento após oito anos. Esperamos que façam o mesmo com o salário dos deputados, impostos exorbitantes, melhoria na saude e segurança, e assim terão o apoio do povo, e não repúdio.
JOÃO WOLNEY MOURA (oficial de Registro Civil e Tabelionato) - Sabáudia
Mais imposto?
Estão querendo ressuscitar a CPMF. O que falta na saúde pública do Brasil não é mais imposto. Está faltando vontade política e caráter. Se alguns hospitais como o de Arapongas e o Evangélico de Londrina ainda funcionam, é por causa dos funcionários (médicos, enfermeiros, técnicos). Os políticos são os cânceres da saúde pública do País. É um absurdo termos de pagar um atendimento particular enquanto pagamos a maior taxa de impostos do mundo.
MÁRIO FUZETO (técnico contábil) - Itambaracá
- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 700 caracteres (10 linhas) e vir acompanhadas da fotocópia do RG, nome completo, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal.
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