CARTAS
Médicos x jogadores
Dias atrás, o colunista e narrador esportivo Fiori Luiz escreveu que era preciso limitar os salários pagos no futebol. E não só no futebol. Como pode um jogador que, por vezes, nunca pisou numa escola ganhar R$ 1 milhão por mês? Técnicos de futebol recebendo R$ 500 mil, R$ 700 mil por mês, só de salários. Como pode uma empresa de materiais esportivos pagar R$ 500 mil de patrocínio, por mês, ao ex-goleiro Bruno, e pagar R$ 4 mil ao médico que cuida de seus funcionários? Enquanto isto, a Prefeitura de Londrina oferece para um médico do Programa Saúde da Família pouco menos de R$ 4 mil/mês por 40 horas semanais! Alguma coisa está errada!
LUIZ FRANCISCONI NETO (médico) - Rolândia
Cidade Limpa e segura
Essa Lei Cidade Limpa chegou na hora certa, pois dias atrás com os ventos foram arrancadas placas e atingiram pessoas e veículos nas ruas. Além da poluição visual, ela mostra também que estão sendo corrigidos os perigos que elas representam para a sociedade. É fácil ver isso agora com a retirada desses painéis (colocados há tempos sem critério e manutenção) cada vez mais abusivos. Agora com a padronização, vai ficar muito bom para todos. Parabéns, prefeito faça valer a lei para todos sem distinção,
CLEUDENIL PASSERINE (microempresário) - Londrina
Ideia brilhante
Seria cômico caso não recebesse o salário do erário, o projeto de lei do vereador londrinense Ivo de Bassi que pretende proibir a venda nas farmácias do elástico chamado de ''garrote'' ou ''tripa de mico'', evitando-se, segundo próprio entendimento, a quebra de lâmpadas da rede elétrica. Menos insignificante e com maior êxito que a ideia do vereador seria virar as luminárias com o boca para cima, deixando o feixe de luz iluminando a Lua e as estrelas e, quem sabe, dando inspiração aos nossos políticos para as causas sérias e necessárias.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
Estado falido
O ex-governador Roberto Requião passou oito anos no governo sendo mal educado com a população, principalmente com a imprensa, comendo mamona, esbofeteando outros políticos em saguão de aeroporto e não acabou com o pedágio como prometeu. Então, é hora de se explicar. Não temos segurança, as escolas estão caindo aos pedaços (que segundo o novo governo precisa de mais de R$ 1 bilhão para amenizar a situação), a saúde está em estado deplorável com pessoas morrendo nas filas sem atendimento. Só nos resta apoiar, rezar e torcer que este novo governo consiga levar o Paraná ao lugar de destaque nacional como foi no passado quando tínhamos governos de respeito.
FERNANDES JOAQUIM DE MELO (microempresário) - Londrina
Estado e religião
Tudo o que precisava ser dito sobre a indispensável separação entre Estado e religião já foi repetido à exaustão por todos que têm um mínimo de bom senso. Entretanto, o que se vê na prática ainda é o indevido intrometimento do sacro num espaço laico por excelência, em desrespeito às normas da Constituição. É um debate esclerosado, assim como foi a controvérsia acerca do nepotismo na administração pública que levou anos para ter um ponto final. Não há outra saída para o Brasil se tornar uma verdadeira democracia representativa que não retirar todos os símbolos religiosos das repartições públicas. Essa contenda pode parecer enfadonha, mas nunca é demais lembrar quem está certo em suas razões e, por isso, parabenizo o professor José Miguel Neto pelo artigo ''Por uma UEL laica'' (Espaço Aberto, 07/02).
TIAGO LANDI SIMÕES (advogado) - Londrina





