CARTAS
Falência da juventude
A promulgação do Estatudo da Criança e do Adolescente (ECA) decretou a falência da juventude neste país. Antigamente o menor trabalhava meio período, recebia meio sálario e se formavam bons mecânicos, bons farmacêuticos, vendedores, etc. Hoje o Ministério Público do Trabalho denuncia quem tiver um menor trabalhando em seu estabelecimento. O pai não pode dar um corretivo em seu filho, mas os traficantes podem. O menor pode ''tudo'' - ser adotado por traficante, roubar, estuprar e até matar que nada acontece com ele, é menor coitado -, menos trabalhar.
JUBERTO ALVES GALINDO (chefe de manutenção) - Arapongas
Troca de fachadas
É absurdo o que estão querendo fazer com as empresas de Londrina com a Lei Cidade Limpa. Fico indignado com essa questão das fachadas. Mudar uma fachada para apenas 1,5 metro? É um absurdo comparar Londrina com São Paulo, que tem 456 anos, e que estava um caos em questão de poluição visual. Criar um padrão para fachadas em cores e letras ainda vai, mas demarcar um espaço desse tamanho? Nossa cidade precisa mesmo é de mais indústrias, gerando empregos e circulando mais dinheiro no comércio. Deixem os empresários trabalhar, divulgar seus serviços e gerar os empregos e impostos necessários para o bom andamento de nossa cidade.
DANILO DE AZEVEDO (empresário) - Londrina
Iapar
Muito importante e pertinente o Editorial ''O Iapar a serviço do Paraná'' (Opinião, 16/01). O reconhecimento da importância do Iapar para o desenvolvimento sustentável do agronegócio paranaense é essencial para que ocorram as transformações de que o Paraná necessita. Não é mais suficiente que tenhamos uma agricultura tecnicamente eficiente. Precisamos ser competitivos no contexto global do agronegócio e, para isso, como enfatizam os novos dirigentes do Iapar, temos que buscar e produzir conhecimentos que permitam a inserção de inovações tecnológicas em todos os elos das diferentes cadeias produtivas. Nesse processo, o que se espera é a condução da gestão pública com um enfoque profissional, com compromissos em relação à obtenção dos resultados planejados e o respeito à coisa pública. Até porque, como diz o Editorial, no agronegócio ''já não há mais lugar para amadores''. E, na gestão pública, também não.
PAULO VARELA SENDIN (engenheiro agrônomo) - Londrina
Palavras de sabedoria
Sábias palavras as de Dom Orlando Brandes, arcebispo de Londrina, no artigo ''Boas-vindas ao bem'' (Espaço Aberto, 15/01). Somente tendo atitudes como as descritas, independente de segmento religioso, nos farão bem propiciando um futuro pessoal, portanto coletivo, melhor. Num mundo onde valores éticos e morais são substituídos por atos onde impera a vaidade é confortante ler um artigo como esse. Sigamos a ''bússola da sociedade justa, fraterna e solidária''.
ANDRE SELL (arquiteto) - Londrina
Ronaldinho e decepção
Meninos e meninas londrinenses, na avidez de pelo menos verem Ronaldinho Gaúcho no saguão do Aeroporto de Londrina na última quinta-feira, após sete horas em pé, sentiram-se menosprezados ao verem, de longe, sob escolta de várias categorias de policiais e guardas municipais, o ídolo dando autógrafos apenas aos filhos de autoridades!
MARIANA BARCELLOS GONÇALVES SIFFERT TORRES (estudante) - Londrina
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