CARTAS
Tragédia no Rio
É lastimável assistirmos mais uma vez ao episódio de mortes pelas chuvas intensas no Rio de Janeiro. Infelizmente, as autoridades ainda não aprenderam a lição de casa, não eximindo também a culpa da população que não respeita o meio ambiente jogando lixo nas ruas. A presidente Dilma não vai colocar o Exército para ajudar? E os recursos para o combate a este tipo de tragédia por que não foram repassados aos municípios em 2010?
MARIA REGINA MINTO REYES (encarregada administrativo) - Londrina
Aposentadoria imoral
Chega a ser tocante nossa generosidade para com os ex-governadores do Paraná que lutam com dificuldade para sobreviver. Esses senhores chegaram a contribuir com a Previdência para ter direito à polpuda aposentadoria de R$ 24 mil? Alguns deles exerceram mandatos por pouco tempo, muitos somente passaram pelo Palácio Iguaçu e nada fizeram em benefício do Estado ou da população e os que alguma coisa fizeram cumpriram com a obrigação. Em 2007 o STF extinguiu o pagamento da aposentadoria de um ex-governador do Mato Grosso do Sul, alegando que o benefício feria o princípio da moralidade. Se é imoral no MS, também não seria imoral no Paraná?
DARCY BRAZ GUEDES (mecânico) - Londrina
Remédios falsos
Recentemente vimos nos noticiários que a vigilância sanitária descobriu diversas farmácias vendendo remédios falsos e contrabandeados. Além das prisões dos envolvidos, o fechamento dos estabelecimentos e todas as medidas legais cabíveis para esses casos, é necessário que a imprensa juntamente com os órgãos públicos envolvidos divulguem claramente quais foram as farmácias interditadas e quais produtos estavam sendo vendidos de forma ilícita. Com a divulgação, as pessoas que se sentirem lesadas poderão procurar seus direitos, e as que não foram poderão se prevenir buscando farmácias idôneas.
EDVALDO MACIEL DE FRANÇA (bacharel em Direito) - Londrina
Medo de mergulhar
Ou você governa no modelo ocidental, livre onde o capital pode entrar livremente, permite privatizações, estimula o capital privado e discute melhorias no sistema democrático, como leis trabalhistas, previdenciárias, tributárias, ambientais, etc. O governo só visa regular, mas não controlar os dispositivos da economia, pois governo não é dono do país! Somos todos nós. Ou então você governa no modelo chinês: comunista, autoritário, protecionista, sem leis trabalhistas, previdenciárias. Nesse modelo o país cresce, mas a desigualdade ainda é exorbitante. De que adianta um PIB alto, com mais da metade da população com menos de 50 dólares por mês? Está na hora do nosso governo mergulhar em uma reforma humanitária e sensata que não prejudique todos nós.
RENAN PAZEANOTTI RAMANDELI (administrador de empresas) - Cambé
Felicidade do eleitor
Compartilho da decepção do advogado Marinósio Alves Franco (Cartas, 11/01) em relação à política e parabenizo-o por não ter mais o direito obrigatório ao voto. Na América, vimos na eleição presidencial passada, filas imensas de eleitores, inclusive nas embaixadas para exercer sua cidadania, mesmo sendo o voto facultativo. Eu, lamentavelmente, ainda tenho por alguns anos a obrigação de exercer meu direito (?!).
TADEU STULZER (advogado) - Londrina
Mínimo mesmo
A expectativa de aumento do salário mínimo como sempre é mitigada pelo veto do presidente. Com Dilma Rousseff não será diferente, pois o ministro da Fazenda considera temerário um aumento superior aos suados R$ 540. Enquanto os deputados e senadores têm salários nas estrelas (R$ 26 mil/mensais), os trabalhadores brigam por aumento de R$ 30.
VINÍCIUS SCHERCH (bacharel em Direito) - Sertaneja
- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 700 caracteres (10 linhas) e vir acompanhadas da fotocópia do RG, nome completo, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal.
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