CARTAS
Símbolos religiosos
Ser ou não temente a Deus não deve ser motivo para afrontar a crença e a liberdade dos seus semelhantes. São atitudes de intolerância religiosa que têm provocado no mundo distúrbios e tragédias de proporções inimagináveis e que terminam por desembocar em guerras e conflitos que ceifam vidas, destroem lares, famílias e nações. O padre Romão A. M. Martins (Cartas, 30/12) foi muito feliz e racional em suas colocações. As pessoas deveriam usar de suas mentes brilhantes para fazer o bem à humanidade ajudando a instituição a que pertencem a produzir resultados que contribuam com a sociedade que a sustenta. O mundo precisa de homens e mulheres que estejam imbuídos de boas intenções em ajudar a construir um mundo melhor.
JOSÉ JAIR ANTONIO DE OLIVEIRA (vendedor) - Londrina
UEL e religião
O padre Romão (Cartas, 30/12) acha que os símbolos cristãos em salas de aula, bem como as celebrações já feitas na UEL jamais atentaram contra a liberdade de pensamento e de expressão. Não houve atentado, desde que os símbolos e cultos sejam cristãos. Teria ele a mesma opinião se os símbolos e cultos fossem muçulmanos, praticados por religiões de origem africana ou pelo judaismo?
JOSUÉ GROTTI (advogado) - Londrina
Rolândia violenta
Sobre a matéria da manchete de ontem da FOLHA ''Onda de violência assusta Rolândia'', se Rolândia é sede do 15º Batalhão e sendo Arapongas nossa dependente neste setor, por que eles têm mais viaturas e soldados? Será que é por que eles têm deputado e nós não? De qualquer forma foi muito válida a reportagem. Pedimos então ao governador Beto Richa que compense isso. Queremos o mesmo contingente de soldados e viaturas ou então entrega a sede do 15º BPM para Arapongas.
JOSÉ CARLOS FARINA (advogado) - Rolândia
Agradecer Lula?
No rol dos progressos da medicina não consta uma especialidade subjetiva, mas necessária: a oftalmologia política. A opinião alheia deve ser respeitada, mas agradecer como fez o médico Walter Campos (Cartas, 30/12) a quem por oito anos não percebeu as reais oportunidades de progresso oferecidas; pelo descaso às políticas que ainda carecem ser discutidas ou reformadas; pelo acobertamento da corrupção generalizada (a lista é longa), só pode se tratar de um caso de rara patologia visual ou cegueira política. Como não há mal que dure para sempre, o prazo do deus megalomaníaco venceu.
CARLOS ROBERTO MIRANDA (administrador) - Londrina
Plantão na Maternidade
Muito bonita a reportagem ''Uma história a cada parto'' (Geral, pág. 9, 26/12). Já trabalhei na Maternidade Municipal e sei que toda esta história é verdadeira. Só lamento a passagem dos internos sem a presença do docente que receberá o pagamento do plantão em que esteve ausente.
JOSÉ MARIA STULZER (técnico de gestão pública) - Londrina
Discípulo de Fidel
Apesar das insistentes investidas do ministro Franklin Martins sobre a regulação da mídia, seu sonhado projeto corre um sério risco de ser engavetado. A presidente Dilma Rousseff logo que foi eleita ao ser perguntada sobre o assunto respondeu: ''O único controle da mídia é o controle remoto na mão do telespectador''. A se confirmarem as palavras da presidente, Franklin Martins entrará para a história como o castrador da liberdade e prepotente por achar que o tema deveria ser discutido, mesmo que fosse preciso o ''enfrentamento''.
IZABEL AVALLONE (professora) - São Paulo





