CARTAS
Outros tiriricas
O Tribunal Eleitoral insistiu no caso Tiririca para que o deputado federal eleito por São Paulo não tomasse posse do cargo. Fizeram tanto alarde por ele ser analfabeto que nem perceberam que os que praticam atos ilícitos são aqueles que já estão diplomados no Congresso. Enquanto a população e os juízes perdiam tempo nesse caso, os que já estão de saída e os que vão continuar aproveitaram para colocar um pouquinho mais de dinheiro em suas contas aumentando seus salários.
PAULO SÉRGIO CARNICELLI (acadêmico de Agronegócios) - Ivaiporã
Até quando, Brasil?
Num momento de crises de dor (neuralgia trigeminal) ao ir buscar meu medicamento na farmácia do ''Programa Paraná Sem dor'' localizada no PAM, ouvi do atendente que o medicamento (Gabapentina) está em falta. Por não ter condições financeiras de comprá-lo, voltei de mãos vazias tentando me resignar. Enquanto isso, verba para publicidade é torrada aos milhões, assessores fantasmas e até falecidos recebem religiosamente seus altos salários. Sem falar que o salário mínimo (uma indecência) teve um reajuste (?) ínfimo, mas o Poder Legislativo se autoconcedeu um reajuste digno de marajá. Nós - zé povinho - não temos a quem recorrer.
TADEU STULZER (advogado) - Londrina
Marvada catraca
Antes de se criar mais pedágios como sugerem engenheiros do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), primeiro vamos cobrar as obrigações contratuais deste ''sistema de concessão'' que o sr. Jaime Lerner nos deixou como herança. Só existe unilateralidade nesses contratos? Onde estão as melhorias condizentes com a injusta e bilionária arrecadação? E as duplicações? Ora, pegar de mão beijada os trechos Maringá-Londrina e Ponta Grossa-Curitiba é mole! A sociedade tem que ter conhecimento da forma como foi ''temperado'' esse ''filezão'' que as concessionárias saboreiam diuturnamente ao som do tilintar de moedas.
ELOY MACHADO DE MORAIS FILHO (bancário) - Palotina
Certo por linhas tortas
Vi estampadas na mídia fotos da imensa massa humana que se aglomera no centro popular de compras na capital de São Paulo, chamado 25 de março. Este local foi assim chamado em função da via principal que o corta, pois é composto por outras artérias. Se ao invés de lançar-se às compras de modo insano, este povo lembrasse que 25 março é o dia que Jesus foi gerado e a ele prestasse reverência, muitos problemas que hoje enfrentamos deixariam de existir.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Londrina
Ricos x pobres
Discordo do leitor Tochitane Mitsi (Cartas, 16/12) de que o presidente Lula foi infeliz em dizer que o Estado tem que cuidar dos pobres e que os ricos não precisam de cuidado. O País é de todos e o pobre deveria partilhar as riquezas que o Brasil produz, não ficar somente no Bolsa Família. Deveria haver mais igualdades para todos. Mas já é uma iniciativa louvável desse governo. O rico tem como ''se virar'', com o dinheiro consegue tudo e tem acesso nas negociatas. Já o pobre só teve o direito de nascer nessa terra rica e mal repartida.
ANCILON DE SÁ NETO (microempresário) - Campo Mourão
Metrô de São Paulo
Gostaria de saber o que aconteceu com as denúncias de várias emissoras de TV, entre os dias 20 e 31 de outubro, apontando irregularidades na construção do metrô em Sâo Paulo e as supostas falcatruas que o ex-governador José Serra deixou para seu sucessor. Porém, do início de novembro até o presente momento, não tenho visto mais nenhuma das emissoras falando sobre o assunto. Ou o governo de São Paulo deu um ''cala boca'' nas emissoras ou elas mantinham um acordo com o grupo político contrário ao PSDB paulista.
ANTONIO APARECIDO DA SILVA (publicitário) - Londrina





