CARTAS
Incentivo à leitura
Gostaria de elogiar a conduta com que os jornalistas da FOLHA escrevem suas matérias de maneira clara, coerente, nos trazendo o máximo de informações possíveis. Leio diariamente as páginas de Política e acredito que a seriedade com que é feito este jornal faz com que cada vez mais pessoas de todas as idades, principalmente os jovens, se interessem pela leitura. Parabéns!
ANA CAROLINA MARTINEZ SEKIAMA (estudante) - Londrina
UEL laica?
Diante das últimas manifestações de professores da UEL sobre o episódio da proibição das atividades religiosas no campus, como aluna da instituição e coordenadora da Pastoral Universitária de Londrina percebo que o grande problema desta questão é o conceito de laicidade que foi um pouco subvertido. Estado laico não é aquele que proíbe as pessoas de se manifestarem religiosamente, mas aquele que garante a liberdade de crença e de culto. Assim, ao nos proibir de realizar nossas atividades no campus, nos ferem em um direito constitucional. Vejo uma grande ironia em tudo isso, pois utilizam a capela para o uso de drogas e não podemos utilizá-la para rezar.
AMANDA CRISPIM FERREIRA (mestranda em Estudos Literários) - Londrina
Limpeza pública
Moro em um dos bairros mais centrais de Cambé, onde residem importantes autoridades municipais. Mesmo assim, sofro com um problema antigo e persistente: a limpeza pública. Galhos de podas, sacos com as aparas da grama cortada e todo o tipo de lixo reciclável permanecem muitas vezes por meses na rua. Alguns moradores optam por desovar tais entulhos em datas vazias; um retrocesso, embora seja a única solução viável, caso não se suporte mais o volume acumulado. Nas escolas municipais ensina-se às crianças a separação do lixo para que repassem esse conhecimento aos seus pais. São ações contraditórias que confundem as crianças, deseducam e desanimam a população consciente.
CLAUDETE DEBÉRTOLIS RIBEIRO (professora) - Cambé
Agressão psicológica
Mudaram os leitores dos cartões magnéticos dos ônibus em Londrina. O aparelho foi retirado da esquerda de quem entra no ônibus, ao lado do lugar do cobrador, e colocado na direita. A mudança tem a finalidade de fazer com que as pessoas ignorem o cobrador ao passar pela roleta. É um artifício psicológico para acostumar as pessoas a não ''verem'' mais os cobradores, preparando-nos para quando eles não mais estiverem nos ônibus. Como eles ainda estão lá, isto se torna uma agressão psicológica aos cobradores, ao mesmo tempo que é uma indisfarçada manipulação mental da população que, literalmente, vira-lhes as costas.
NINA CARDOSO (psicóloga) - Londrina
Salário mínimo
Os congressistas aumentaram seus salários em mais de 60% em questão de minutos. E quanto ao salário mínimo? A presidente eleita durante a campanha prometeu um salário mínimo de R$ 580 e o candidato José Serra prometia R$ 600. Não vi nenhum deputado trabalhando no sentido de melhorar o salário do povo. Se os deputados são eleitos como representantes do povo, não teriam a obrigação de lutar por um melhor salário mínimo? O interessante é que nenhum sindicato se manifesta a respeito.
TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) - Londrina
FLD 2B
Redução de políticos
O falecido deputado federal Clodovil Hernandes era uma figura polêmica, mas tinha ideias, coragem e dizia o que os outros apenas pensavam. Em 2008 apresentou proposta para reduzir o número de deputados de 513 para 250, mas não passou por interesses óbvios. Se o projeto de Clodovil passasse, e pudesse ser aplicado também no Senado, teríamos uma economia de quase R$ 3 bilhões. Daria para multiplicar a verba hospitalar atual por 26 vezes, já que o gasto público com saúde é de R$ 0,64 por habitante.
MÁRIO FUZETO (técnico contábil) - Itambaracá





