CARTAS
Extinguir o DER
Sobre a reportagem ''Engenheiros do DER sugerem novos pedágios'' (Política, pág 4, 12/12), é uma insensatez essa proposta Já está mais do que provado que o pedágio é um péssimo negócio para o contribuinte Também faço minha sugestão: extinguir o DER e com este dinheiro, que não é pouco, contratar empresas para fazer o serviço que, diga-se de passagem, deixa a desejar
ADALBERTO BRANDALIZE (professor) - Londrina
Incoerência
Engenheiros do DER apresentaram proposta de se criar mais pedágios no Paraná É fácil avaliar que seria necessário tal projeto, haja vista que o volume de veículos que entra em circulação todos os dias é fenomenal Daí, deduzir a necessidade de estradas bem equipadas e adequadas para receber este ''derrame'' de carros e caminhões As estradas hoje pedagiadas no Estado, salvo pequenos trechos, não são duplicadas e pouquíssimas têm terceira faixa Creio que seria mais urgente exigir das concessionárias - nomeadas com contratos leoninos - que duplicassem todas as rodovias (pois as tarifas são escorchantes) Só depois poderia se criar novas praças de pedágio
ALFREDO CARVALHO (administrador de empresas) - Londrina
Pedágio como solução
Com relação à proposta dos engenheiros do DER para novos pedágios, não se admite que o Estado responsável pela produção de um terço das safras anuais de grãos ainda tenha o trânsito dependente de balsas como as dos portos Euclides da Cunha, na travessia para São Paulo, São José na travessia para Bataiporã (MS) e a que liga os municípios de Japurá e São Carlos do Ivaí, importante polo de cerâmica do Noroeste E tem razão o dr Octávio José Rocha, do DER de Maringá: Beto Richa terá que canalizar elevada soma de recursos e buscará aonde para melhorar a malha rodoviária estadual? O trecho do trevo Paranavaí-Nova Londrina-Loanda está quase intransitável
PARREIRAS RODRIGUES (jornalista) - Curitiba
Mecanização da cana
Excelente, esclarecedora e realista a reportagem da FOLHA ''Mudança no campo - Era da máquina chega aos canaviais'' (Folha Especial, págs 9, 10, 11, 12/12) A chegada da máquina aos canaviais é preocupante A mecanização do trabalho manual colocará milhares de trabalhadores na rua Para onde vão os cortadores de cana que são substituídos por uma máquina que faz o trabalho de 100 deles? Um homem desempregado é, antes de tudo, um homem falido Minha cidade fica ao lado de Bandeirantes e o corte de cana é a principal atividade do nosso trabalhador
MÁRIO FUZETO (técnico contábil) - Itambaracá
Lei, que lei?
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em vigor desde 2000, deu uma injeção de ânimo na sociedade brasileira Todos diziam: agora quero ver esses administradores do dinheiro público andarem na linha! Santa inocência! Esses senhores, simplesmente ignoram as leis Os últimos governadores do Estado - Lerner, Requião e Pessuti (este último, ainda leva-se em conta que pegou o ''bonde'' quase no fim da linha) ignoraram o Fundo de Previdência do Estado, ao não repassar os 10% sobre a folha de pagamento mensal dos funcionários Segundo o artigo 37, parágrafo 4º, da Constituição Federal, tal atitude é considerada ''improbidade administrativa'' Se isso tivesse acontecido em uma empresa privada, o fisco não deixaria passar em branco
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina





