Rebelião e ócio
  Concordo com o padre Edivan Pedro dos Santos no que tange às deploráveis condições de quem está preso ou tem familiares presos no 2º DP que ele abordou no artigo ‘‘Rebeliões em cadeias e Defensoria Pública’’(Espaço Aberto, 26/11). Mas, ao contrário do padre, pergunto se uma rebelião com direito a refém e tumulto é a solução para os problemas do sistema carcerário. Devemos nos lembrar que se aqueles homens estão lá, obviamente fizeram por merecer tal punição. Fala-se muito em direitos humanos para os cidadãos ‘‘privados de liberdade’’, mas onde fica a liberdade do cidadão de bem que se tranca em casa com medo dos criminosos? Acaso os direitos deles devem ser cumpridos em detrimento dos nossos? Mais que o abandono, o que causa as rebeliões é o ócio dos encarcerados: ‘‘Mente vazia é oficina do diabo’’.
MATEUS DE OLIVEIRA
(músico) - Londrina

Calçadão
  Quem acompanha a reforma do Calçadão conhece a fragilidade do revestimento com paver (assentado como era o petit pavé sobre a areia). Por isso, o pavimento não deve receber sobrecarga. Notamos que lojas do entorno adentram o Calçadão com caminhões, muitas vezes, derramando óleo sobre o piso. Como não há fiscalização no momento adequado, a prática continua. Sabemos que os carros fortes têm autorização para estacionar em qualquer lugar, mas seria ótimo que não o fizessem no Calçadão, pois há locais específicos para eles. Seria interessante que a CMTU fizesse um apelo às empresas, resguardando a possibilidade do desnivelamento precoce do piso.
REINALDO MATHIAS FERREIRA
(escritor) - Londrina

Caso Ciap
  A corda arrebenta sempre do lado mais fraco, haja visto este caso absurdo em relação às irregularidades do Ciap: ‘‘os poderosos’’ fazem uso indevido de verbas públicas e os funcionários são penalizados, ficando sem receber o salário, sem receber explicações, enfim, sem o devido respeito por parte das autoridades responsáveis por restabelecer a ordem e dar continuidade aos atendimentos que são indispensáveis à população. Até quando seremos penalizados pelos erros cometidos pelos que detêm o poder neste país?
MAURÊNIA NIELSEN
(pedagoga) - Londrina

Bairrista, sim!
  Valorizo tudo aquilo que pertence a minha querida Londrina. Sou bastante crítico e sempre que possível gosto de me posicionar dando sugestões e realimentações que possam fazer de Londrina uma cidade ainda melhor para se viver. A FOLHA DE LONDRINA, no espaço Carta do Leitor, nos proporciona essa condição. Parabéns a todos aqueles, do jornaleiro aos diretores, que participaram e participam dos 62 anos de sucesso e de informações precisas e democráticas deste que para mim é o melhor jornal do mundo. A leitura da FOLHA faz parte do meu café da manhã. Quando das minhas viagens para cidades que não recebem a FOLHA fico ávido da sua leitura.
ADONIRO PRIETO MATHIAS
(contabilista) - Londrina

Miseráveis
  ‘‘Qualquer miserável tem automóvel.’’ Parece mentira, mas esta frase foi dita por um jornalista indignado com a ascensão da pobreza ou dos miseráveis. Na visão dele esta classe já está causando problemas no trânsito devido ao grande número de automóveis e também poluição visual nas moradias populares chamadas apartamentos. Trata-se de uma visão diferente dos tempos do poeta francês Victor Hugo, que escreveu o romance ‘‘Os miseráveis’’. Este escritor fala de um mundo de cooperação e não de luta entre as classes. Na visão do poeta, o empreendedor desempenha uma função essencial para todos, onde o trabalho é o caminho principal do crescimento pessoal e social.
AMARILDO PASINI
(engenheiro agrônomo) - Londrina

As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 700 caracteres (10 linhas) e vir acompanhadas da fotocópia do RG, nome completo, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal.
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