Tiririca x absurdo
Tenho acompanhado na mídia o que querem fazer agora com o palhaço Tiririca eleito deputado federal por São Paulo. De quem é a culpa: do povo que o elegeu ou da Justiça Eleitoral? O lamentável disso tudo é que, com a quantidade de votos conseguidos nas urnas (1,3 milhão de votos), puxou para o partido pessoas não bem quistas (fichas-sujas), velhas raposas da política que não nos agrada ver novamente no poder. O TSE deveria ser mais criterioso na aprovação das candidaturas. Para ocupar um cargo tão importante como esse, por que a Justiça Eleitoral não passa a aceitar candidatos somente com nível superior completo?
AGENOR AMADEO (profissional administrativo e financeiro) - Londrina


Debates
Os debates sempre iguais, com perguntas de candidato para candidato comréplica e tréplica não prendem a atenção do eleitor, pois cada um pergunta o que lhe interessa e nem sempre a pergunta é do interesse do eleitor. O destaque tem sido as perguntas feitas por jornalistas, afinal esses profissionais conhecem os bastidores da notícia e sabem em que grau de avanço estão determinadas denúncias. Portanto, cabe aos jornalistas as melhores e mais inteligentes perguntas. Se os candidatos ficam na saia-justa não importa, mas esse formato parece ser o melhor para que cada candidato possa explicar o seu projeto de governo sem enrolar.
IZABEL AVALLONE (professora) - São Paulo

E os aposentados?
Com relação à matéria ''Perdas salariais na AL chegam a R$ 30 milhões'' (Política, pág. 5, 20/10), se os funcionários da AL estão com essa defasagem, imaginem os pobres dos velhinhos aposentados e pensionistas que ganham acima de um salário mínimo e que, nos 8 anos do governo do PT, estão perdendo 42% de seus salários? Depois o governo diz que está fazendo um governo para todos. Só se for para os aloprados e a companheirada!
JOÃO LEDO (advogado) - Ibiporã

Outro Pelé
Toda imprensa deu destaque ao aniversário do ''Rei Pelé'', mas esqueceu de dizer que foi Pelé, por exemplo, no jogo pela Taça de Prata de 1968 entre Santos e Cruzeiro, quem quebrou a perna do zagueiro Procópio que nunca mais jogou futebol. Foi ele também, num amistoso entre Brasil e Alemanha, quem quebrou a perna do jogador Kiesman. Isso sem dizer da vida cotidiana onde nunca reconheceu a paternidade de filha Sandra que morreu de câncer de mama.
AGENOR ANTONIO ZORZETTI (bancário) - Rolândia

Farisaísmo libertador
Tudo bem que este segundo turno está uma piada, mas chega a ser jocoso o comentário do teólogo Leonardo Boff sobre a utilização da religião pela política na matéria ''Leonardo Boff critica uso da religião nas eleições'' (Política, pág. 7, 21/10). E o contrário pode? Durante vários anos a Teologia da Libertação trouxe a política para dentro da Igreja, infestando seminários e dioceses e manipulando uma geração de leigos por uma luta cega da aplicação dos princípios marxistas em sistema piramidal inverso. Agora, os mesmos que instrumentalizaram a política na religião não admitem o inverso? Quem tem autoridade moral para criticar os que estão apenas defendendo os princípios para os quais supostamente fizeram um juramento diante de Deus, juramento igualmente feito pelo ex-frei Boff? Pregar uma coisa e fazer outra tem um nome bíblico: farisaísmo.
LEONARDO MELO MATOS (advogado) - Londrina

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