CARTAS
Falência da leis
Em nosso país criou-se o hábito de se tentar resolver os problemas editando-se leis apenas para iludir o povo. A lei para proteger as mulheres só serve para propaganda. A lei do trânsito foi atropelada pela impunidade, pela lentidão e pela frouxeza do nosso Código Civil que mais parece uma colcha de retalhos. Além disso tabelou-se o valor da vida humana, pois se um motorista bêbado matar algum pedestre pagará R$ 1 mil e ficará livre para tomar mais uma para comemorar a liberdade. Outra aberração é a lei do réu primário que dá uma segunda chance para que se repita o mesmo erro. Afinal, o que vale uma vida neste Brasil da impunidade?
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul
CONTINUAMOS SEM
A reportagem da FOLHA, ontem, mostra claramente (''Londrina ficará subrepresentada na AL''). Continuamos sem representante. Eu falo de bons representantes. Parabéns pelo trabalho.
Maria A.C.Castro (bancária) - Londrina
Cavalo de Tróia
O comediante Tiririca eleito deputado federal, por São Paulo, pode ser considerado o cavalo de Tróia, um projeto arquitetado por velhas raposas da política que o lançaram como um foguete e pegaram carona com a certeza de um golpe novo. Estão livre de sanção por parte do TSE, que é muito lento e não consegue resolver os velhos problemas criados por essas raposas. Agora contam com o apoio de um povo inteligente, como o paulista, que ao invés de dar um exemplo de cidadania embarca num processo de vingança e cai em um golpe.
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) - Londrina
Efeito Tiririca
O palhaço Tiririca, eleito com mais de 1,3 milhão de votos, desbancou grandes ''nomes'' da política, mas quem ou quais seriam os verdadeiros palhaços nessa política? Tiririca que usufruiu dos direitos constitucionais para se tornar um representante do povo e poderá não assumir? Ou seus eleitores, que poderão ter seus votos anulados somente após eleições por uma decisão da ''lei''? Os outros eleitos na ''cola'' de Tiririca por saberem que não teriam chances nas urnas, usaram uma personalidade pública para continuar no poder? Somos mais uma vez motivo de piadinhas. EMERSON BENEDITO DA SILVA (contador) - Sertanópolis
Inovar é preciso
Chegou a hora de tomarmos a iniciativa de articularmos, de forma democrática e livre dos vícios da política, o empresariado, o poder público e a sociedade civil em torno de uma agenda de desenvolvimento. O objetivo é transformarmos nossas cidades em inovadoras e autônomas no que diz respeito à governança política de seu próprio desenvolvimento. Se a política for entendida e praticada assim, ela começará a fazer sentido para nós e para as pessoas com quem nos relacionamos. Desse modo, todos teremos grande interesse por ela.
MANOEL RODRIGUES DO AMARAL (auxiliar de enfermagem) - Londrina
Falta cidadania
Discordo do médico Ismael Medeiros da Nóbrega Costa (Cartas, 04/10), a respeito do voto obrigatório. Quando o cidadão só quer direito e não obrigação, alguma coisa está errada, pois os dois têm que andar paralelos. Talvez o Haiti está daquela maneira por pessoas pensarem assim. O custo de uma universidade fica caro para o governo, por isso tinha que haver contrapartida do atendimento às pessoas carentes e isso não acontece com a classe médica. O dinheiro não pode valer mais que a vida! Pensem nisso.
ANCILON DE SÁ NETO (microempresário) - Campo Mourão
Assuntos de saúde
Parabéns FOLHA pelo tratamento aos assuntos de saúde. Conheço muita gente que tem se orientado pelo vossos serviços. Repórteres da FOLHA, continuem assim.
CARLOS AUGUSTO C. da SILIVA (farmacêutico) - Londrina





