Sem representação
Embora algumas entidades de classe como Acil e Sindimetal tenham desenvolvido ações para eleger representantes da cidade, o que é bastante salutar, apenas um deputado estadual, Luiz Eduardo Cheida, foi eleito por Londrina. Isso num universo de 350 mil eleitores é lamentável. Mais preocupante ainda quando vejo que Londrina, por si só, não elegeu Cheida, isso porque somente os votos dos eleitores de Londrina não seriam suficientes: foram 29.488 votos, apenas 11,76% dos votos válidos. Quem o elegeu foram as cidades circunvizinhas.
FRANCISCO TAIZO KANOSHIKI SHIRASHIGUI (bancário) - Assaí

Credibilidade
Os resultados das pesquisas não se confirmaram nas urnas, tanto para o governo do Estado como para a Presidência. Estariam os institutos errando na metodologia de captura dessas intenções de voto ou existiriam alguns interesses escusos na manipulação? As pesquisas são um balizador importante para quem está indeciso e não quer ''perder o voto''. Portanto, faz-se necessário uma reavaliação da metodologia para que não fique nenhuma dúvida quanto à credibilidade dos institutos.
ALCIR ANTONIO CHIARI (engenheiro agrônomo) - Londrina

Afronta à democracia
É estarrecedora a notícia de que a Justiça Eleitoral de São Paulo aceitou a denúncia proposta pelo Ministério Público Eleitoral contra o deputado eleito Tiririca pelo fato de que, em tese, o candidato é analfabeto. Não se questiona quanto a sua capacidade em ocupar uma vaga no parlamento e, por consequência, legislar. O que causa estarrecimento é que, após passadas as eleições e o candidato ter obtido mais de 1,3 milhão de votos, a morosa Justiça Eleitoral tenta impedir a sua diplomação. Ora, se a Justiça não averiguou anteriormente esse fator de elegibilidade, deveria calar-se e assumir sua ineficácia e incompetência. Impedir a diplomação do candidato neste momento é, no mínimo, uma afronta à democracia.
JÚLIO CÉSAR DE ARAÚJO (serventário da Justiça) - Londrina

Dilema de Marina
O dilema de Marina Silva: ideologia x teologia. Ela é honestamente de esquerda e também uma genuína cristã. É simplista demais? Não, este é o dilema de Marina. Como resolver tal dilema? O que tem maior valor para Marina é o que ficará para a história neste momento tão crucial para o Brasil.
JOÃO ANTÔNIO SANTA ROSA (advogado) - Santo Antônio da Platina

Ensino mascarado
Como aprovar uma criança que não adquiriu conteúdo para ser promovida para a série seguinte ou mantê-la na mesma série para que ela aprenda? Se é perverso reprovar uma criança, mais perverso ainda é deixá-la frequentar a sala de aula e permitir que continue analfabeta. Sei que muitas escolas oferecem atividades para a recuperação desses alunos, mas caso não atinja o aprendizado mínimo sou a favor da reprovação. Revolta-me saber que a minha filha mesmo não alcançando a média mínima exigida e mostrando-se incapaz de seguir para a série seguinte, seja aprovada sem nenhuma condição. O que teremos futuramente: um país de alfabetizados de fato ou apenas uma estatística mentirosa?
ANA CLAUDIA GONÇALVES DE MORAES (servidora pública) - Londrina

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