'Comédia eleitoral'
Com o tom utópico que lhe é peculiar, a campanha política na televisão chegou com ares de comédia teatral. O eleitor assiste à mais completa variedade de propostas, desde aquelas mais absurdas, como a defesa da prisão perpétua (cuja proibição é contida em cláusula pétrea da Constituição Federal), até aquelas promessas ambíguas e generalistas, onde os candidatos expõem um sem-número de projetos, mas não ousam explicar de onde virão os recursos para a implantação. Os jingles e as frases de efeito com rimas esdrúxulas são um espetáculo à parte. Triste é saber que o espetáculo tem data marcada para terminar. Ao fim do espetáculo, cai o pano e os personagens começam a atuar nos bastidores.
CLAYTON COUTO (estudante de Direito) - Londrina


Debates insossos
Os debates televisivos estão cada vez mais desinteressantes. Os candidatos vão preparados para dizer o que querem e não o que lhes é perguntado. Quando são instados a aprofundar o tema mentem com a maior cara-de-pau em assuntos que deveriam ser tratados com seriedade e rigor. Os debates seguem um modelo retrógrado, pouco esclarecem o eleitor que espera ver o compromisso de seu candidato e sai decepcionado com o rumo que as questões tomam.
IZABEL AVALLONE (professora) - São Paulo

Barrado pela Justiça
A Procuradoria Geral Eleitoral quer barrar a candidatura do ex-prefeito de Londrina Nedson Micheleti para a Assembleia Legislativa. Motivo: fez propaganda pessoal com dinheiro público. Por que, então, não barrar todos que não são bons administradores? Motivos não faltam para isso. Se isso não for motivo para barrar ninguém, a coisa está feia!
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) - Londrina

Dono do Brasil?
Fiquei estarrecido quando ouvi na TV um candidato dizer: ''Exortamos que votem na nossa legenda para deputados estaduais elegendo aqueles que se integram ao Brasil do Lula''. Desde quando Lula é o dono do Brasil? O Brasil é de todos nós e não um único que não está nem aí para o bem-estar dos brasileiros, visto que só pensa em se manter no poder.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (autônomo) - Londrina

E os aposentados?
Sobre a matéria ''Aposentadoria especial para campeões mundiais pode ser estendida'' (Folha Esporte, pág. 2, 18/08), é um absurdo essa aposentadoria. Campeões são todos os brasileiros que trabalham 35 anos para se aposentar e depois recebem um salário ridículo! Dar aposentadoria para jogador de futebol é dar risada na nossa cara. E o resto do Brasil que não tem nem o que comer também vai receber aposentadoria?
JOÃO LUIZ TURRISSI JUNIOR (auxiliar administrativo) - Londrina

Bolsa Família
O leitor Roberto Teixeira (Cartas, 22/08) expõe argumentos que não condizem com a realidade. O governo federal, em parceria com Estados e municípios, desenvolve uma série de ações no sentido de qualificar profissionalmente e inserir os beneficiários do Programa Bolsa Família no mercado formal de trabalho, principalmente em áreas em forte expansão como construção civil, turismo e energia. O Bolsa Família oferece sim dignidade ao beneficiário, além de atender imediatamente uma necessidade fisiológica que não espera como a fome. Logo, é incoerente afirmar que ''os efeitos do Bolsa Família são nefastos, que o assistencialismo traz mais problemas do que solução''.
ASSESSORIA DE IMPRENSA DO MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME - Brasília

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