CARTAS
Pombos x raposas
Sujeira e mau cheiro é o que deixam os pombos do Bosque Central de Londrina. Depois de diversos estudos e projetos de ''experts'' no assunto, chegou-se à conclusão que seriam abatidas algumas centenas de pombos inicialmente até que se chegasse a uma situação sustentável. Se o método tiver o êxito esperado poderia ser utilizado também para exterminar algumas ''raposas'' que ditam as leis nas câmaras, assembleias e Congresso Nacional. Só que, para esse caso, a dose teria que ser muitas vezes mais forte, porque essa praga está arraigada nessas casas de ''lei'' desde a proclamação da República.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina
Drama do trigo
Mais uma vez o inferno da comercialização do trigo nacional começa. Cerca de 25% da safra de trigo do ano passado ainda não foi vendida, já começa nova colheita e os moinhos de trigo beneficiados pela política do governo já falam em aumentar o preço do produto e encarecer o custo do produto final no pão, farinha de trigo, massas alimentícias. Os produtores devem tomar uma decisão racional e radical de não mais plantar trigo neste país. Quero ver o comportamento desses moinhos quando tiverem que comprar trigo de qualidade duvidável no comércio internacional, e não tiver o trigo nacional para melhorar o padrão do produto.
ANTONIO BENEDITO ALMEIDA CAMARGO (engenheiro agrônomo) - Cornélio Procópio
Pedestre sem vez
Quinta-feira por volta das 19 horas, demorei mais ou menos 10 minutos para atravessar a Avenida Santos Dumont, próximo ao prédio do SOS. Tudo isso porque não existe nenhum semáforo na área e também nenhuma faixa de travessia. Havia uma faixa, mas foi pintada de preto. Como tenho que andar mais lentamente e o fluxo de trânsito ali é intenso, demorei todo esse tempo para atravessar as duas pistas da avenida. E ali há uma escola de idiomas, outra de patinação, um restaurante e o acesso à escola dos deficientes auditivos. Não seria o caso de se retornar com a faixa de travessia e uma placa da campanha pé na faixa?
NINA CARDOSO (psicóloga) - Londrina
Alcoolismo
Com relação à entrevista ''Demitir alcoólatra é o mesmo que dispensar quem tem câncer'' (Opinião, pág. 3, 17/08), existem muitas divergências na questão da demissão do empregado alcoólatra, pois enquanto alguns a defende, outros a condena. Nossos governantes são omissos na implantação de clínicas de recuperação de drogados (e se fosse só isso), querendo transferir a outrem uma responsabilidade que lhe é quase íntegra. Tem razão o empregador ao optar pela demissão, bem como tem razão aqueles que sustentam o inverso. Fica nítido quem não é justo e racional nessa e em tantas outras questões que envolvem a sociedade.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
Pena de morte
Em que pese a cultura de cada povo, o ato da pena de morte por apedrejamento é repugnante, suscita indignação moral e se opõe ao bom senso. A pena de morte por si só já é asquerosa e contraria toda ordem religiosa. Não deveria mais vigorar no estado democrático de Direito. Não obstante, o poder do Estado é confuso entre punir ou castigar e ressocializar. Advindo daí as aberrações das penas aplicadas: chibatadas, apedrejamento e superlotação carcerária.
JOÃO MORET (advogado) - Porecatu





