CARTAS
Início da tortura
Começa hoje o horário obrigatório eleitoral no rádio e teve. A coisa boa é que o eleitor não é obrigado a ouvir a falação. Este ano nossos políticos, que nada fizeram pelo país pois além de trabalhar somente três dias na semana fecharam o ano em junho, somente vão retornar ao trabalho em 2011. Já o eleitor tem de trabalhar quase 5 meses para sustentar os picaretas que engavetam as reformas tributária, política e da Previdência e depois vêm com a cara mais lavada do mundo pedir o voto.
IZABEL AVALLONE (professora) - São Paulo
Deficiência cívica
Estamos vivendo um tempo de desrespeito total. A começar pela nossa Pátria, natureza, costumes, pais, professores, idosos, etc. Que saudade das aulas de Educação Moral e Cívica onde aprendíamos o significado dos símbolos nacionais, como as bandeiras nacional, estadual e municipal, bem como seus respectivos hinos. O amor e respeito à Pátria eram sempre exaltados. Quando fiz o Tiro de Guerra andava 4 Km a pé com o maior prazer em estar servindo à Pátria. Hoje nossos mandatários são os primeiros a infringirem as leis sem o menor constrangimento como se fossem os donos do país. Magistrados e ministros decidem de acordo com suas convicções, atropelando a moral e a justiça.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina
ILS e frustração
A informação dada na matéria ''ILS longe de ser instalado em Londrina'' (Paraná/Geral, pág. 9, 15/08), é uma verdadeira frustração. A falta desse equipamento tem provocado enormes prejuízos à economia da cidade e região. Não dá para entender por que investir em reformas da sala de embarque quando o problema mais urgente está no importante equipamento de operação. A discussão para instalar o ILS já se arrasta por longos 15 anos sem solução. O aeroporto de Londrina, por sua importância regional, merece mais atenção das autoridades. A gestão pública está na contramão do crescimento aeroviário do país, por isso a Infraero precisa ser privatizada.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Porco ou galinha?
Muito oportuna a explicação do técnico Mano Menezes sobre o perfil dos jogadores que escolherá para convocar para a seleção brasileira de futebol, ao citar que em um omelete o porco dá o bacon (uma parte de si) para a realização da comida, enquanto a galinha só dá o ovo. Ele disse que queria que seus jogadores fossem o porco. Muitos desses brasileiros que se arvoram na condição de cidadãos ''técnicos'' de futebol deveriam fazer uma autocrítica: em minha vida cotidiana com a minha família, no ambiente de trabalho, na comunidade e para a nação, como contribuinte e participante nas políticas públicas, sou um porco ou uma galinha na formação do ''omelete'' que reflete a estrutura social do Brasil? Como criticar a atuação dos jogadores da seleção se no exercício de nossa cidadania agimos como galinhas?
GERSON MACHADO (servidor público) - Londrina
Falta de segurança
Em Sertanópolis os ladrões devem ter uma caderneta para anotar as casas que já roubaram. Só no quarteirão da minha casa já foram três assaltos nos 100 metros da rua nos últimos dias. Depois aparecem na televisão os recordes de arrecadação, mas se forem comparados com os recordes de roubos no país (sem contar o suborno) viram migalhas. Como pode uma cidade de 16 mil habitantes ter apenas dois policiais militares para cuidar do patrimônio do povo?
MARCIO DICESAR BENASSI (escritor) - Sertanópolis





