Menores infratores
  Tenho observado crianças e adolescentes vagando pelas ruas da cidade pedindo dinheiro. Muitos deles com aspecto sujo, magérrimos, sinais claros de uso de drogas. Nunca dou dinheiro e procuro conversar com eles. Saber o nome, idade, onde moram. Após a abordagem ligo para o Sinal Verde ou para o Conselho Tutelar solicitando providências. Já tive oportunidade de conhecer o ‘‘lar’’ de uma garotinha de 12 anos: o pai é alcoólatra, molesta sexualmente as filhas, o irmão usa drogas, a mãe manda os filhos para as ruas pedir dinheiro. Que tipo de cidadãos podem ser gerados num ambiente desses? Precisamos nos unir em projetos de prevenção de uso de drogas, ocupando nossas crianças e adolescentes com esporte, lazer e cultura, geração de renda para as famílias, enfim resgatando a dignidade dos seres humanos.
ISRAEL CARLOS
DE CARVALHO
(analista de sistemas) - Londrina

Felicidade por lei?
  Com o apoio de 34 senadores, começou a tramitar no Senado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece como direito do cidadão a ‘‘busca da felicidade’’. A proposta, de autoria do senador Cristóvam Buarque (PDT-DF), prevê que direitos essenciais aos brasileiros, como saúde, alimentação, moradia, segurança e trabalho são essenciais para garantir a felicidade da população. Será que a colocação de uma palavra na Constituição garantirá a felicidade das pessoas? Sugiro aos senadores que fiscalizem a legislação existente para garantir condições mínimas de vida aos cidadãos e não brinquem com a felicidade alheia.
MARCELO LIMA
(corretor de imóveis) - Londrina

Pé na faixa
  A assessoria de comunicação da CMTU poderia esclarecer em qual artigo do Código Brasileiro de Trânsito se embasou para multar os motoristas que não pararam quando um pedestre acenou com a mão ao desejar atravessar a rua pela faixa de segurança. Pelo que li, o CBT determina que se multe o motorista que não respeitar ‘‘o pedestre sobre a faixa e que jé tenha iniciado a travessia’’. Nada obriga o motorista a parar para o aceno ‘‘feito sobre a calçada’’. Quem foi multado nessas condições foi tungado pela Prefeitura. Se estou errado, me corrijam, mas com argumentos técnicos e legais.
PAULO SÉRGIO MELERO
(servidor público) - Londrina

F1: proibido vencer!
  Após Felipe Massa ser obrigado pela equipe a deixar Alonso vencer o GP da Alemanha, fica difícil saber como isso pode ser chamado de corrida. Gostaria que um advogado explicasse se tenho direito a alguma indenização por ter programado meu domingo para torcer pela Ferrari e Massa e acreditar no regulamento onde diz ser proibido fazer o que fizeram descaradamente. Sinto-me um idiota em ficar assistindo corridas de Fórmula 1. Imagina quem está patrocinando tal evento! E o Felipe Massa? Patrocinar um piloto que está proibido de vencer? Espero que haja um grande repúdio no próximo GP do Brasil para não ficarmos com a imagem de idiotas.
MAURICIO EDENIR JORGE
(carteiro) - Londrina

Calçadão limpo
  Sobre a matéria ‘‘Acil não quer quiosques no Calçadão nem com licitação’’ (Política, pág. 4, 30/07), tem razão a Associação Comercial: espaço público não deve ser utilizado para atividades particulares. Convenhamos era bem horrível o aspecto das praças ocupadas por aqueles monstrengos atravancando e atrapalhando a passagem dos transeuntes. Que o prefeito e sua equipe mantenham as praças limpas e para todos e não para uns poucos agraciados por licitações.
TARCISIO MARTINS
(professor) - Londrina

As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 700 caracteres (10 linhas) e vir acompanhadas da fotocópia do RG, nome completo, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal.
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