Não aos quiosques
Com referência à matéria ''Acil não quer quiosques no Calçadão nem com licitação'' (Política, pág. 4, 30/07), gostaria de parabenizar o presidente da Acil, Nivaldo Benvenho, pelo seu posicionamento de que o poder público não deve se envolver com assunto que diz respeito exclusivamente à iniciativa privada. Gostaria de salientar que uma meia dúzia (prefeito e secretários) não pode e não deve definir o destino de uma cidade sem ouvir a opinião da população. Necessitamos que outras entidades tenham a mesma postura da Acil.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina

Acil e os quiosques
Achei radical o argumento do presidente da Acil, Nivaldo Benvenho, a respeito das licitações de quiosques. Nessa questão ele está envolvendo também as bancas de jornais e revistas que têm um papel fundamental na divulgação da cultura, informação e entretenimento, além do serviço de informação à população. As bancas existem em qualquer parte do país e no mundo, fazendo parte do cotidiano das pessoas. A venda de jornais e revistas em bancas já é uma tradição. A retirada das bancas fez com que as vendas de publicações caíssem em mais de 20%, o equivalente a cerca de R$ 80 mil mensais. Isso não está afetando exclusivamente as distribuidoras de revistas e jornaleiros, mas sim o próprio comércio local, pois se não há faturamento, fatalmente há uma queda no consumo que acaba afetando o comércio local. Hoje já são 7 bancas retiradas e que resultou em 14 desempregados. Existem mais 4 bancas que terão o mesmo destino e que irão gerar 9 desempregados. Fatalmente as distribuidoras terão que demitir, já que o efeito é em cascata.
MANUEL ILÍDIO SALGADO (comerciante) - Londrina


Erradicar os vícios
Collor não serviu, bem como Itamar e FHC. Agora dizemos que Lula não serve. Será que Serra ou Dilma servirá? Pertencemos a um país onde as pessoas atiram lixo nas ruas, não há interesse pela ecologia, os congressistas trabalham dois dias por semana, pessoas de idade fica em pé nos ônibus, a prioridade de passagem é para o carro e não para o pedestre e onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude, mais do que formar uma família. Se não erradicarmos os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Esperteza brasileira? O problema está em nós.
MÁRIO FUZETO (técnico contábil) - Itambaracá

Preço do etanol
Com relação à matéria ''Alcopar quer 'corrigir' preço do etanol'' (Folha Economia, pág. 4, 28/07), será que o novo presidente da Alcopar não acredita nas leis de mercado? Quem em sã consciência substituiria a gasolina por álcool ao preço de R$ 2 o litro, como ele preconiza? Qualquer usuário sabe que sempre que o álcool ultrapassa 2/3 do valor da gasolina torna-se antieconômico. Neste caso, com o álcool a R$ 2, e para viabilizar a mistura, a gasolina deveria estar sendo vendida por no mínimo a R$ 3.
RUY PIGATTO (engenheiro agrônomo) - Curitiba

Palmadas proibidas
Concordo plenamente com a opinião do leitor Ancilon de Sá Neto (Cartas, 26/07), em dizer que os pais deveriam educar seus filhos como antigamente. Sou dessa época e os pais, quando preciso, davam cintadas, sem espancar. Também não davam tanta liberdade como atualmente. Os políticos devem se preocupar mais com a saúde e a educação, que é o que falta em nosso país.
TEREZA CRISTINA GÓBIS AUGUSTO (professora) - Cambará

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