Golpe no Ficha Limpa
Com relação à matéria ''Gilmar Mendes derruba Ficha Limpa nas eleições'' (Política, pág. 6, 02/07), tanto trabalho, tanto empenho, tanta esperança do povo brasileiro na aplicabilidade da Lei do Ficha Limpa e o ministro Gilmar Mendes, numa decisão deplorável, torna ainda mais opaca a ínfima luz que conseguíamos vislumbrar no fim do túnel.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

PDT+PT+PMDB?
Como eleitora fiel do senador Osmar Dias, sinto-me profundamente decepcionada e traída ao constatar que a busca pelo poder corrompe até aquelas pessoas que julgávamos corretas e dignas. Ao fazer acordo com Requião e Lula, a quem sempre criticou, o senador abre mão da coerência e de seus valores antes tão propalados. É uma pena sentirmo-nos tão traídos, mas como dizia minha velha mãe ''vamos morrer e não teremos visto tudo''. Quem sabe um dia veremos políticos realmente dignos do nosso voto.
EIDI GUIDUGLI BENINE (professora) - Londrina

Código Florestal
Inteligente e com conhecimento do assunto, assim é o texto ''Produzir alimentos e preservar o meio ambiente'' (Espaço Aberto, 27/06), do advogado Bruno Sacani Sobrinho, onde avalisa o trabalho bem feito do deputado federal Aldo Rabelo. Bastante infeliz foi a opinião do ambientalista Eduardo Panachão na entrevista ''Não passa de uma proposta eleitoreira'' (Opinião, pag. 3, 24/06), que como a grande maioria dos defensores do meio ambiente (sempre ligados a alguma ONG que recebem recursos nem sempre bem explicados) desconhecem a realidade rural, olham para o produtor como um grande predador, mas nunca falam nada sobre o crescimento urbano. Hoje em um sítio que não se pode derrubar uma árvore, amanhã este lugar se transforma em um loteamento e aí derrubam tudo.
ROBERTO ALMEIDA LEITE (representante comercial) - Londrina


Concorrência desleal
A Lei Eleitoral é elaborada pelo Legislativo. Daí nos deparamos com a possibilidade de reeleição dos possuidores de cargos na proporção de 10 x 1, já que os deputados têm seus cabos eleitorais em respectivas bases (currais) eleitorais, chamados de agentes políticos (pagos pelos cofres públicos) para fazer suas campanhas, enquanto durar o mandato. Empresas financiam suas campanhas eleitorais, com valores exorbitantes, que evidentemente serão devolvidos ao longo do mandato com juros e correção monetária por meio de licitações direcionadas. Como uma pessoa com capacidade e idoneidade moral ilibada vai disputar uma eleição em igualdade de condições com esses profissionais da política?
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina

FEL e o LEC
Respondendo ao leitor Ruy de Jesus Marçal Carneiro (Cartas, 26/06), o ''esdrúxulo'' quadrangular citado por ele deixou R$ 16 mil nos cofres da FEL além do respectivo ISS, recolhido aos cofres públicos. Quanto ao Estádio do Café, que no passado atendia prioritariamente ao LEC, hoje precisa atender a Portuguesa, a Junior Tean e o PSTC, representantes da cidade na 2 e 3 divisões do Paraná. A FEL consultou a Federação Paranaense de Futebol que com bom senso marcou a rodada final de classificação da segunda divisão para o último sábado sem prejuízos ao LEC.
PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA (diretor presidente da Fundação de Esportes de Londrina)

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