Novo Código Civil
Muito oportuna a entrevista ''Novo código é autoritarismo condenável'' (Opinião, pág. 3, 27/06), com o Dr. Alfredo de Assis Gonçalves Neto. Certamente os princípios da efetividade e da celeridade processual, insculpidos na Constituição Federal de 1988 devem ser ponderados ao igualmente constitucional princípio da ampla defesa. Entretanto, o exíguo lapso temporal atribuído à comissão para elaboração do anteprojeto não macula a sua qualidade, porquanto foram recebidas propostas pela comunidade jurídica, democraticamente debatidas em audiências públicas realizadas, resultando em um projeto moderno, em consonância com a hodierna jurisprudência.
SÉRGIO HENRIQUE GOMES (advogado) - Palotina

Justiça no Brasil
No momento em que se propõe, pelo Novo Código de Processo Civil, o que oferece o jurista Alfredo Gonçalves Neto para garantir o ''amplo direito de defesa''? Dez vezes mais ministros do que hoje temos! Já podemos antever o consequente aumento de milhares de servidores, cartórios, cartorários, suntuosos palácios de justiça, e toda a plêiade de privilégios e resultados práticos que bem conhecemos, ou seja, a continuidade do atual vácuo que vive nosso lento e inoperante Judiciário.
RUY PIGATTO (engenheiro agrônomo) - Curitiba

Reféns do descaso
Concordo plenamente com a leitora Leila Gonzalez (Cartas, 27/06) com relação à insegurança em caminhar na Praça Nishinomya que além de ter uma calçada ultraestreita, há carros passando e fazendo curvas em velocidade muito acima da permitida para o local, com o grande risco de perder-se o controle dos mesmos e ocorrer uma tragédia como a que aconteceu com uma criança em um bairro de Londrina há poucos dias. Aos domingos, nós (pais e crianças) somos literalmente obrigados a ouvir uma verdadeira concorrência, em altíssimo som, de uma ''diarreia'' sonora. Acionada, a Força Verde não funciona. Será que nós famílias de bem não temos direito a um pouco de segurança e de sossego em nossas poucas horas de descanso?
ALCIONE DE MELLO E SILVA (médica) - Londrina

Fifa atrasada
Os recursos eletrônicos precisam mesmo chegar ao futebol. A não concessão do gol de Lampard contra a Alemanha, o gol de Luis Fabiano contra Costa do Marfim em que utilizou os dois braços, o claro impedimento de Tevez no gol da Argentina contra o México, foram erros absurdos. Alteram os nervos dos jogadores e, consequentemente, os resultados das partidas. A Fifa alega que a tecnologia tira a emoção das partidas. Mas não existe emoção sem justiça!
HABIB SAGUIAH NETO (bancário) - Marataízes (ES)

Módulos policiais
Outrora brigamos muito por módulos policiais, até que alguém fez. Agora com a desculpa mais esfarrapada do mundo alguém demoliu. Detalhe: faltava segurança para os módulos policiais, os drogados e desocupados estavam invadindo. O fato hilário é que agora a Guarda Municipal necessitará de módulos. Não me surpreenderei se não surgir uma licitação para construção de módulos. Afinal, fazer milagre com o dinheiro alheio é fácil. A ordem é vamos demolir e depois reconstruir, o outro que sentar na cadeira paga a dívida. Será que não tem em Londrina uma comissão de empresários e representantes que se reúna e defina metas e prioridades a exemplo de Maringá?
CIRLANDO CÉSAR (empresário) - Londrina

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