CARTAS
Cadê os profissionais?
Com essa distribuição de bolsas e auxílios (escola, moradia, gás, leite, combustível, etc.) pelos governos federal e estadual, as pessoas estão se acomodando já que recebem quase tudo para seu sustento, gratuitamente. Infelizmente, esses benefícios são distribuídos sem o critério devido e sem fiscalização necessária. São poucos os beneficiados que se interessam por cursos profissionalizantes porque trabalhar cansa e se trabalhar acabam perdendo a boquinha. Portanto, não deixa de ser um grande incentivo à vagabundagem. Há um ditado antigo e verdadeiro: ''Não dê o peixe, ensine a pescar''. O resultado será mais valorizado!
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina
Alternância no poder
Estamos caminhando em direção às urnas para elegermos os nossos futuros governantes nos executivos federal e estadual e os representantes nos legislativos. A alternância no poder é a melhor e a mais inteligente solução. A continuidade no poder nunca foi a melhor ''conselheira''. Portanto, o governo Lula pode ter sido ''bom enquanto durou''. Vamos promover uma ampla mobilização em prol da candidatura de alguém que já demonstrou sua capacidade, eficiência e seriedade no desempenho dos vários cargos que exerceu, dando um basta na corrupção, nos desmandos, mensalões e malversações.
RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (serventuário da Justiça) - Fênix
Inoportuno
Considero deslocada a posição do leitor Alô Moises Brun (Cartas, 17/06) ao se referir a não veto do presidente Lula ao aumento de 7,72% aos aposentados. Parece-me uma radiografia dos políticos brasileiros que se vendem por tão pouco. Afirmar que os aposentados são um exército é fato, porém colocar toda esta força, e ainda seus familiares nesta atitude de vendilhão, aí já é demais. Vamos usar nossa força (sou aposentado) para dar bons exemplos e não se vender por esta ninharia (7,72%). E ainda deixar nas entrelinhas que votaríamos em Dilma Rousseff! Vetar o que Lula fez e continua fazendo já deveríamos ter vetado a quatro ou oito anos atrás. Quanto a vetar Dilma ainda está em nossas mãos.
ALFREDO CARVALHO (administrador de empresas) - Londrina
Decisão lamentável
O ministro José Dias Tofolli, reprovado duas vezes em concurso para juiz de Direito em São Paulo, chegou ao Supremo Tribunal Federal pela via política, isto é, pela porta dos fundos. E pela via política trancou o curso regular da investigação feita pelo Ministério Público mandando soltar da cadeia Abib Miguel e seus parceiros de delitos na Assembleia Legislativa, o que é profundamente lamentável e desalentador.
FERNANDO SILVA GONÇALVES (advogado) - Londrina
Agressão à gramática
Na escola, aprendi que o coletivo levava os gêneros para o masculino, mas um presidente e douto acadêmico achou por bem tergiversar a regra e começou a discursar para os ''brasileiros e brasileiras'' ( totalmente diferente do usual ''senhoras e senhores''). A deturpação se expandiu e teve acolhida pelos ''esclarecidos e confusos intelectuais''. Hoje causa um inconsequente pleonasmo polissíndeto em todas as circunstâncias pelos ditos eruditos que julgam-no correto e ninguém contesta, transformando-se num vício de linguagem como o usual ''tu vai ou tu fica'', uma aberração gramatical. É a cultura que progride jogando o vernáculo no lixo.
JOÃO ROBERTO GULLINO (poeta) - Petrópolis (RJ)





