CARTAS
Fechamento de rua
Lamentável a postura da Prefeitura ou da CMTU em permitir o fechamento da Rua Espírito Santo entre Higienópolis e Belo Horizonte para promoção de evento patrocinado por empresa cervejeira e outras entidades que não resguardaram o direito de terceiros conforme relatado na nota ''A estranha parceria da CMTU'' na Coluna Oswaldo Militão (Folha Cidades, pág. 4, 18/06). Violou-se o sagrado princípio do direito constitucional de ''ir e vir'' e o ''de locomoção''. Também não podemos aplaudir a postura da Polícia Militar que permite este tipo de ''promoção'' em local público, onde bebidas foram servidas sem qualquer controle.
CARLOS HENRIQUE SCHIEFER (advogado) - Londrina
Como confiar?
Sobre a matéria ''Osmar adia decisão mais uma vez'' (Política, pág. 6, 18/06), como votar e confiar num cidadão que não tem capacidade de decidir qual posição tomar e que fica flertando com todos os partidos? Será que depois de eleito ele irá trabalhar pelo povo ou pelo agrobusiness? O Paraná não merece esse tipo de liderança e mais uma meia dúzia que concorre nas eleições deste ano.
AMINADABE MARTINS (servidor público) - Cambé
CBF x São Paulo
Com relação à carta do sr. Marcio Dicesar Benassi (Cartas, 18/06), é preciso esclarecer que o São Paulo adquiriu o terreno para construir o seu estádio em dezembro de 1951, que as obras começaram em 1953 e, com a venda do Canindé em 1956, incrementou a construção. O estádio do Morumbi foi inaugurado em 02/10/1960. O governo militar teve início em 31/03/1964. Portanto, as afirmações do leitor não espelham a verdade.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Automedicação
Concordo com a farmacêutica Rosiane Zibetti em vários pontos da entrevista ''Automedicação faz parte da rotina'' (Opinião, pág. 3, 15/06), mas lembro que a emissão da receita médica é individual e exclusiva, obedece a um processo aprendido em muitos anos de treinamento e estudo e contempla as particularidades de cada caso. É o médico o responsável pela receita que emite, assina e carimba. Por ela será inquirido civil, criminalmente e perante o seu órgão de classe, o CRM, coisa que os balconistas e muitos farmacêuticos não fazem quando, no anonimato, contestam ou trocam um medicamento prescrito. Quanto à visita dos representantes nos consultórios, estamos falando de trabalhadores divulgando seus produtos, os mesmos pelos quais irão oferecer bônus aos balconistas e que os levarão a trocar as receitas. Este trabalho será ou não aproveitado pelo médico a partir do seu julgamento ético e técnico, baseado exclusivamente na sua formação e atualização.
NELCY TELLECHEA FERNANDES (pediatra) - Londrina
Calçadas
É inaceitável que as autoridades municipais nada façam para que nossas calçadas sejam a pista limpa e segura para uso dos pedestres. No Shangri-lá A há casos absurdos de má conservação, buracos, entulho, etc., sôbre as calçadas. Absurdo maior é o mau uso das calçadas para mesinhas de bar e estacionamento indevido. Na Avenida Tiradentes, o pedestre é obrigado a caminhar pela rua porque defronte a um banco e uma oficina de motos a calçada fica tomada. Onde está a fiscalização? Que tal notificar proprietários de imóveis com calçadas deterioradas e comerciantes que usam as calçadas públicas?
EDGAR BAER (advogado) - Londrina





