CARTAS
Cartas marcadas
Ao longo do tempo tenho lido uma afirmação que é um grande engano: a de que podemos mudar as coisas com o voto. Puro engano. O povo não tem poder algum! Votamos em cartas marcadas. Não escolhemos os candidatos, eles são escolhidos para nós, não pelo que podem mudar. São selecionados entre aqueles que defenderão com unhas, dentes, malas e cuecas os interesses dos partidos, das coligações e dos financiadores de campanha. E aquele candidato honesto, que foi aceito aqui e ali, apenas vai puxar votos para aqueles que detêm as benesses dos partidos, dos caixas 2 e dos patrocinadores. Parem, por favor, de divulgar esse engano: estamos nas mãos deles.
LOURIVALDO PEREZ BAÇAN (escritor) - Londrina
Menores e a lei
Precisamos nos cuidar. Se a moda de proteger os menores de idade criminalmente continuar, em um futuro próximo ser assassinado por um menor poderá ser caracterizado como homicídio culposo. Ao invés de enterrado, o cidadão será preso em um cemitério e as seguradoras poderão recusar indenização já que a culpa foi dele de não ter escolhido melhor seu algoz. Não é para chorar!
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (gerente de Negócios) - Londrina
Aposentados
Concordo com o comentário da professora Izabel Avallone sobre os aposentados (Cartas, 23/05). E não é só a pretensão de beneficiar os ex-jogadores da seleção brasileira e suas famílias, existem muitas outras razões. E para sanar este problema, discussão sobre reajuste de migalhas, talvez fosse necessária a mobilização dos trabalhadores da ativa, reivindicando coerência com os já aposentados. Isto porque amanhã serão eles que estarão na mesma situação, chorando perdas como se faz agora.
JAYME SEIXAS (produtor rural) - Cambará
Questão do pecado
Acerca do artigo de Dom Orlando Brandes ''O padre encarcerado e algemado'' (Espaço Aberto, 22/05), o pecado de um padre é diferente do pecado dos fiéis? Direitos humanos? Abuso de poder? Convenhamos: dirigir embriagado, tentar subornar, praticar atos obscenos e ficar pelado em público é menos imoral que exageros expostos pela imprensa?
VALDECIR DA CONCEIÇÃO VELOSO (professor) - Cambé
Ação da PM
Se o cidadão bêbado está dirigindo e a polícia não prende, falamos que ela não faz seu trabalho. Se prende, mas o ''bêbado'' é alguém importante, a polícia exagerou e está denegrindo a imagem do ''cidadão''. Ora, o padre Silvio Andrei (mais, ainda por ser padre) deveria respeitar a lei (se beber não dirija). Parabéns Polícia Militar, continue cumprindo seu dever, doa a quem doer.
ELIZEU CORDEIRO DOS SANTOS (comerciante) - Califórnia
Núcleo responde
É natural a manifestação do músico Mateus P. de Oliveira (Cartas, 08/05), quando se governa ferindo interesses de grupos, de corporações localizadas que tinham vantagens e privilégios. Quando se toma as medidas que, ao sabor da população, podem ter sido impopulares, é natural gerar uma certa revolta ou descontentamento. O prefeito Barbosa Neto foi eleito para reformar o Calçadão, para melhorar os mercados municipais, para dar uma destinação correta para a questão dos quiosques, para impedir a sujeira e o privilégio de ocupantes de áreas públicas.
NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA DE LONDRINA





