Os intocáveis
É o filme que está em cartaz há décadas nas melhores e piores ''salas'' das capitais e interior do Brasil. Protagonizado por artistas que jamais saem de cena. Por serem formados pela Escola Nacional Oficial de Falcatruas, estão sempre em evidência. A única diferença é que, devido suas atuações, não importa se drama ou comédia, o ''escárnio'' prevalece, já que o povo continua chorando de dor, tristeza, fome, decepção, etc. Os camarins desses pop stars são as câmaras de vereadores, assembleias legislativas, Congresso Nacional e os respectivos executivos. Para tristeza geral, as encenações são diárias, só mundam alguns artistas e os figurinos. Os coadjuvantes são seus familiares, cabos eleitorais e os ''maria-vai-com-as-outras''! Pobre Brasil, quando sairá desse lamaçal?
WILSON OLIVEIRA TRINDADE
(bacharel em Direito) - Londrina

Vereador por acaso
Se um dia fosse candidato à Câmara de Londrina, somente por acaso seria eleito. Caso acontecesse, seria o vereador mais polêmico, combatido e criticado. Meu primeiro projeto seria modificar o sistema de ganhos dos vereadores. Cada vereador receberia cinco salários mínimos. Projeto polêmico, porém transparente, patriótico e exemplo de espírito elevado. Não é preciso que os vereadores fiquem temerosos, pois a possibilidade de eu me eleger não existe, já passei dos 80 anos. Todavia fica aqui a sugestão. Se na próxima eleição aparecer um voluntarioso, corajoso e destemido candidato, que se aproxime deste perfil e queira defender esta façanha, já ganhou um cabo eleitoral.
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO
(administrador) - Londrina

Justiça humanizada
Sobre a matéria ''Campanha quer humanizar a justiça criminal'' (Geral, pág. 6, 10/05), o advogado criminalista Mateus Vergara foi feliz em suas colocações. Se a sociedade não dá condições para que os apenados por crimes considerados leves se defendam e voltem ao convívio de seus entes, o crime organizado certamente os transformará em seus ''soldados'' e de nada adiantará a essa mesma sociedade criar mecanismos de defesa. O crime organizado no Brasil é forte e vai além dos presídios.
LUIZ FURTADO (vendedor) - Londrina

Papel do MP
Com relação à matéria ''AL afirma que MP comete 'extremo excesso''' (Política, pág. 4, 10/05), felizmente o Ministério Público vem cumprindo suas atribuições com total responsabilidade. Excesso quem vem cometendo são esses politiqueiros que fazem uso do poder, da autonomia, desviam verbas e ainda se sentem no direito de reclamar de extremo excesso.
NELSON MEIRA DA SILVA
(técnico em telecomunicações) - Londrina

Educação na contramão?
Sobre a opinião da professora Adelaide M. T. Camacho (Cartas, 07/05), colocar o fracasso da escola na aprovação automática é não assumir a responsabilidade do professor e responsáveis pela escola como condutores do processo ensino-aprendizagem. Os anos iniciais do ensino fundamental são o alicerce para as outras modalidades de ensino. E o que temos visto? Uma enxurrada de conteúdos e projetos que não levam a nada. Os conteúdos não são trabalhados na sua profundidade e dentro de um contexto. É preciso trabalhar somente os conteúdos específicos e indispensáveis e eliminar esse pot-pourri curricular que tomou conta de muitas escolas. A escola precisa parar de querer resolver problemas dos quais ela não é a causadora e se preocupar mais com o processo de ensino-aprendizagem.
JOSÉ SIQUEIRA DA MATA
(pedagogo) - Jaboti

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