CARTAS
Profissões relegadas
É uma vergonha a falta de respeito do governo para com seus funcionários, principalmente os professores e os policiais. Eles deveriam ter uma remuneração mais justa e digna pela profissão que exercem, mas o governo insiste em relegá-los ao estado de miséria e abandono. Com isso, a sociedade paga um preço muito alto, pois quem quiser usufruir de educação e segurança de qualidade tem que desembolsar e estudar em escola particular e contratar seguranças, isso mesmo sendo espoliado pelos tributos governamentais.
JOÃO MORETTI (advogado) - Porecatu
Sobre criticar
Londrina tem sido penalizada por políticos de discurso fácil e pela inapetência de sua representação legislativa em todos os níveis. Não há projeto, não há planejamento. Já foram feitas consultorias dos mais diversos tipos, mas nenhuma administração fez absolutamente nada olhando para a frente. O prefeito anterior, não cuidou nem do básico. Exemplos? Calçadão deteriorado, com grelhas tortas e fora da posição, petit pavê se decompondo a olhos vistos, quiosques incompatíveis com a urbe, asfalto sem manutenção, limpeza pública caótica, aumento da frota de veículos sem a modernização do sistema viário, proliferação de ambulantes, desemprego, aumento gritante da violência, etc. Quem pensa que em três ou seis meses seria possível domar todo esse caos, engana-se. Leva-se muitos anos para restabelecer o curso natural das coisas.
SANDRO MARQUES DE NÓBREGA (engenheiro civil) - Londrina
Aposentados e o PT
O ministro Paulo Bernardo é contra o aumento maior que os 6,14% aos aposentados e disse que o presidente Lula vetará caso o Congresso aprove reajuste acima de 7%. Os aposentados, que trabalharam 35 anos, recolhendo INSS até acima de 15 salários (meu caso), hoje recebem uma merreca que logo terão de viajar de ônibus sem pagar. Lula tinha obrigação de nos dar a aposentadoria da Constituição de 1988. O presidente criou empréstimos aos aposentados para serem descontados na aposentadoria com juros até 4,5% ao mês, isto é crime.
CLÁUDIO ALBANO RAINERI (doutor em ciências contábeis) -Londrina
Cidade inocente
Eu também quero assinar a lista propondo a redução do número de políticos sugerida pelo leitor Valter Aparecido Landgraf (Cartas, 03/05). Nossos políticos acreditam que a riqueza material obtida por meio de falcatruas não têm relação com a moral. Eles esquecem que o uso dessa riqueza, sua obtenção e sua manipulação é que devem estar sujeitas às leis morais. São esses homens os responsáveis pelos excessos e desvios que fazem do nosso país a mansão triste das sombras e dos contrastes. Eles acreditam serem os donos de tudo. Na verdade governam o charco e a lama.
MARGARETH SILVA STORTI (dona de casa) - Umuarama
Gestão pública
Sobre a matéria ''Londrina busca modernização da gestão pública'' (Economia, pág. 1, 30/04), a iniciativa é ótima e o comprometimento do empresariado revela um alto nível de responsabilidade social. Preocupa um pouco a ênfase em arrecadação e corte de despesas, praticamente sem mencionar a importância de melhorias na qualidade do serviço prestado à população. A iniciativa lembra muito a elaboração do Plano de Desenvolvimento Industrial (PDI), realizada na década de 90. Para se igualar ao processo de elaboração do PDI falta um detalhe: qual será a participação de profissionais da área de gestão pública, gestão empresarial, desenvolvimento econômico, consultoria, etc., de Londrina?
PAULO VARELA SENDIN (engenheiro agrônomo) - Londrina
■ As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





