Londrina vota mal
Com relação à reportagem ''Gaeco investiga nova denúncia contra o vereador Jacks Dias'' (Política, pág. 4, 06/05), Londrina e seu povo novamente terão que sustentar e passar pelo vexame de ter escolhido esses vereadores. A atual legislatura começou recentemente e as denúncias já estão presentes nos meios de comunicação. Chegamos à conclusão que novamente a maioria errou na escolha. Muitos continuaram votando naquele que é bonzinho, que tem mais poder, que é bonito, que dá presente, que fala bonito, que é vizinho ou parente, que deu um emprego, etc.
OSMARIO CANDIDO PEREIRA (professor) - Porecatu

Câmara de compensação?
Engraçado, vereadores (acusados) com a mesma tipificação foram liberados para votar na sessão que inocentou o vereador Rodrigo Gouvêa. Um outro vereador também enquadrado na mesma tipificação ficou em cima do muro e deu uma de Pilatos (lavou as mãos). Como bom cristão que é não deve ter lido em Apocalipse 3,15-16: ''Aquele que não é quente nem frio, ou seja, (morno) que fica em cima do muro, será vomitado, cuspido!''.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina

Leitor tem razão!
Foram muito boas as colocações dos leitores da FOLHA na seção de cartas de ontem. A maioria escreve aquilio que todos gostariam de dizer. Em compensação, prefiro acreditar em erro em alguma das colocações feitas pelo Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Londrina. Porém, se for ''aquilo tudo'' mesmo, penso que seria melhor não terem respondido.
LAERCIO BALDI (aposentado) - Rolândia

Violência urbana
Temos de concordar em gênero, número e grau com as opiniões da desembargadora Lídia Maejima na entrevista ''Legislação penal é branda e defasada'' (Opinião, pág. 3, 02/05). A violência, que se alastra por todo o país, não é caso de apenas exigir maior efetivo policial ou recursos por parte do Poder Executivo, mas sim de coibir de forma veemente a prática de crimes com punição severa e a certeza de seu cumprimento. Não se pode cogitar mais em invocar o Estatuto da Criança e do Adolescente para manter impunes os menores infratores. Como conceber que um menor de 18 anos, empunhando uma arma de fogo, realiza roubos, assassinatos, sequestros, tráfico de drogas não tenha consciência do ato delituoso que esteja praticando? A população precisa se mobilizar para a reforma penal profunda e urgente!
WEBER VANZO (advogado) - Londrina


Educação na contramão
Sobre a entrevista ''Filho de político em escola pública'' (Opinião, pág. 3, 25/04) com o senador Cristovam Buarque, o fracasso das escolas públicas não se deve unicamente ao salário dos professores e sim às aprovações automáticas de 1 a 4 séries. Trabalho com alunos de 8 série e ensino médio na disciplina de matemática e eles não sabem nem a tabuada do três, não dominam as operações básicas e a resolução de problemas. Os alunos em sala de aula só têm direitos e nenhum dever. Eles ditam as regras. Professor bonzinho é o que dá nota e o passa de ano. O exigente é carrasco que toda hora tem aluno reclamando dele na direção. O desgaste é profundo e causa doença.
ADELAIDE MARTINS TEIXEIRA CAMACHO (professora) - Umuarama

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