Propaganda enganosa
Todos os dias somos bombardeados por propagandas do governo federal proclamando que o ‘‘Brasil é um país de todos’’. Será que a população consegue ver a incoerência desse lema quando a própria mídia traz notícias como o desabamento de um bairro inteiro construído em cima de um lixão? Ou as 17 mortes de pacientes em Imperatriz (MA) por falta de UTIs, fato esse que é um reflexo da maioria do país? Ou mesmo que quase metade da população não tem acesso ao saneamento básico? Poderíamos também citar a violência que tira a vida de inocentes, a falta de creches, a deterioração de estradas. O governo deveria modificar seu lema para: Brasil, um país de ‘‘quase’’ todos!
MARIA CRISTINA PERES (professora) - Cambé

Interior esquecido
Fiquei indignado ao ler a matéria ‘‘Secretaria prioriza segurança em Curitiba’’ (Geral, pág. 7, 21/04). Pergunto ao novo secretário de Segurança Pública, Aramis Serpa, será que é somente a capital que necessita segurança? Moro no Norte do Paraná, na divisa com São Paulo, temos o 2º Batalhão da PM e necessitamos de mais contigente para atender toda região. Faltam policiais e a criminalidade vem crescendo a cada dia. Onde está o bom senso desse secretário que vê somente a capital como necessidade? Abra o olho secretário, o Norte Pioneiro também precisa de mais segurança!
MARCELO OLIVEIRA DA SILVA (presidente da Associação Comercial) - Jacarezinho

Neymar na Copa
Com relação à polêmica sobre a convocação ou não do atacante Neymar, do Santos, é claro que Dunga deve levá-lo à Copa. Ele é um dos raros exemplos de jogadores que aparecem de tempos em tempos, a exemplo de Pelé, Romário, Ronaldinho e Robinho. Neymar é hoje a referência da garotada e de novos torcedores mirins. Os ‘‘meninos da Vila’’ estão fazendo uma legião de fãs assim como se fez na época de Robinho, Diego e Elano. Vamos deixar a ciumeira de lado!
MARIO MORI (fotógrafo) - Londrina

Indignação
O Conselho Nacional de Justiça decidiu aposentar compulsoriamente a juíza Clarice Maria de Andrade que manteve por 26 dias uma adolescente presa em cela masculina com cerca de 30 homens, na delegacia de polícia de Abaetetuba (PA). A menor foi torturada e violentada sexualmente. É inadmissível que um magistrado, responsável pelo cumprimento da lei e da justiça, cometa um ato abominável como este e sua ‘‘pena ’’ seja não precisar mais trabalhar e continuar recebendo salário oriundo do nosso trabalho. Não menosprezando o mérito dos que buscam a capacitação e alcançam a magistratura, mas a igualdade de direitos tão mencionada nas leis por eles estudadas está muito longe de ser uma realidade, restando a nós, leigos trabalhadores, continuarmos à mercê da interpretação das leis e suas aplicações.
MARGARETH SAIURI NAZIMA FERREIRA (engenheira civil) - Londrina

Fim da moral
Justus significa, conforme o Direito, justo, legítimo. Tem como prefixo ‘‘jus’’ que significa direito, justiça. Dessa forma não podemos duvidar do ‘‘Justus’’, não é verdade? Ledo engano. A justiça para nossos políticos tem um outro significado: só seu dinheiro é meu; venha a nós e ao vosso reino nada; os fins justificam os meios. Se Sarney, Renan, Jader, Collor, Maluf e centenas de outros, estão aí mandando na política nacional, por que o Nelson, que é ‘‘Justus’’, não pode também ditar suas regras? Esse é o começo do fim: fim da vergonha, da moral, da verdade, do respeito, da ética, etc.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina

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