CARTAS
Pão, circo e violência
Quero solidarizar-me com os familiares e com os alunos da Unifil pela morte trágica do jovem Wagner Cardoso Farias. A indignação e a tristeza do professor Eleazar Ferreira são minhas também. A onda de violência em Londrina não é causada apenas pela omissão do Estado por não colocar policiais em nossas ruas e praças. A insegurança é de cunho social. É pouco e inócuo querer que as autoridades públicas prendam todos os ''bandidos'', não passará da ilusão do pão e do circo dos antigos romanos. A omissão é da sociedade por optar por um modelo econômico injusto socialmente na sua base, e também por permitir que o Estado apenas se vingue contra os encarcerados. Que nossa mobilização em favor da segurança nos abra a ações que atinjam as origens da violência e não apenas as consequências. Do contrário, nosso choro será apenas choro.
EDIVAN PEDRO DOS SANTOS (padre) - Londrina
Clima pré-eleitoral
Morando há 32 anos nesta cidade, posso afirmar: Londrina hoje não tem saúde, não tem merenda, não tem creche, não tem educação, não tem asfalto, não tem segurança, não tem indústrias. Mas notem que tem muitos jatinhos sobrevoando a cidade em clima pré-eleitoral. Depois, não tem mais jatinho, nem palanque e muito menos tapinha nas costas.
MARCELO GUERCHMANN DE FREITAS (gerente administrativo) - Londrina
Solidariedade
É louvável a atitude do Brasil em enviar milhões de reais para os países que sofreram com os recentes desastres da natureza, como Haiti e Chile. Mas o que não consigo entender é se o Brasil possui milhões para ajudar esses países e até para emprestar dinheiro ao FMI por que tantos brasileiros morrem nas filas de postos de saúde e hospitais sem estrutura? O povo brasileiro também precisa de um pouco de solidariedade.
TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) - Londrina
Neymar na seleção
Lamentável a posição dos três cidadãos que opinaram na enquete ''Dunga deve convocar Neymar para a Copa do Mundo na África?'' (Folha Esporte, pág. 1, 20/04). Os dois primeiros - Bruno Pirolo, 20 anos, e Rogério Orlando, 32 anos - por serem jovens, talvez não tenham lido ou ouvido falar que o maior jogador de nossa historia Pelé, com 17 anos, ajudou o Brasil a ganhar nossa primeira Copa em 1958. Quanto ao sr. Antonio Bovolin, 60 anos, respeito a sua posição, mas é estranho que não coloque fé na força da juventude e na genialidade desse garoto Neymar. A globalização talvez contribua e muito para que não se dê valor aos jogadores que estão no Brasil. Se Dunga tiver juízo deve convocar não só o Neymar, mas também o (Paulo Henrique) Ganso se quisermos ganhar a Copa com tranquilidade.
DARCY DEITOS (economista) -Campo Mourão
Acorda Dunga!
O futebol brasileiro é abençoado por Deus. Após nos brindar com diversos craques que marcaram seus nomes no futebol mundial, como Pelé e Garrincha, Deus também nos deixou um castigo para não expandir em excesso nossa soberba: determinou que tivéssemos alguns treinadores teimosos, como Dunga que insiste desconhecer a capacidade técnica dos dois ''peixeiros'' Neymar e Ganso que estão provando ao mundo serem os novos Messias enviados por Deus.
BENONE AUGUSTO DE PAIVA (contador) - São Paulo
Brasília, 50 anos
Projetada para ser a capital da esperança, ao fazer 50 anos Brasília tornou-se a capital dos negócios escusos, a casa da ''mãe Joana'' e a capital da lambança.
IZABEL AVALLONE (professora) - São Paulo





