CARTAS
Talidomida
Sobre a entrevista ''Talidomida - Remédio ainda faz vítima no Brasil'' (Opinião, pág. 3, 11/04), é necessário alertar que somente médicos credenciados pela Vigilância Sanitária podem receitar este medicamento, mediante receituário próprio acompanhado de outros documentos assinados pelo médico e pelo paciente ciente dos efeitos da medicação. Apenas homens e mulheres não férteis podem usar este medicamento. É terminantemente proibido seu uso em mulheres. A talidomida é o melhor medicamento para reação tipo 1 da hanseníase e também das lesões cutâneas do Lupus eritematoso. Só discordo da dra. Conceição Accentturi quanto à proposta de proibição.
HELIO CELESTINO (dermatologista) - Londrina
Rabo de cavalo
Quem nessa cidade não teve ou conhece alguém que já teve o desprazer de ter sido vítima de quadrilhas que roubam carros e motos e depois ligam pedindo resgate para ter seu bem de volta? Existe até tabela de valores, nunca inferior a mil reais, ou paga ou seu bem vira fumaça! Infelizmente, é a realidade nesta cidade onde o ex-governador Roberto Requião e o Secretário de Segurança insistiam em dizer que o efetivo policial é suficiente. Enquanto o efetivo policial é o mesmo de 20 anos atrás, a cidade cresce a cada dia e a segurança cresce para baixo igual rabo de cavalo
MIGUEL LUIZ DA SILVA (autônomo) - Londrina
Petit pavê mais prático?
O sr. João Pereira (Cartas, 16/04) diz, sobre a reforma do Calçadão, que ''a forma antiga é mais bonita, mas a manutenção é complicada''. Gostaria de esclarecer dois pontos: primeiro, um piso em petit pavê pode durar décadas sem manutenção, se for feito da maneira correta, que não é o que acontece em Londrina. Não se pode deixar espaços entre as pedras, preenchendo-os com cimento, principalmente quando a limpeza é feita com ácido toda semana. O ácido corrói o cimento e solta as pedras, que não são afetadas pelo produto de limpeza. Com um piso feito em paver, que é de cimento e areia prensados, é de se esperar que após algumas lavagens com este produto teremos inúmeros buracos no piso. Ou será que, aí, a lei será cumprida e o ácido deixará de ser utilizado? Ou não se lavará mais o Calçadão?
NINA CARDOSO (terapeuta floral) - Londrina
Ordem pública
Parabéns ao prefeito Barbosa Neto pelo ''choque de ordem pública'' que vem implementando na organização da nossa cidade. Londrina parece uma Babilônia ''sem pai nem mãe''. Todo mundo se acha no direito de fazer o que quer em qualquer lugar. Imagine se todos os mais de 500 mil londrinenses resolvessem reivindicar o seu ''direito'' de ter um carrinho de cachorro quente nas calçadas de qualquer lugar da cidade, um quiosque no Calçadão, um lugarzinho de comércio nos mercados municipais ou ainda exigir estacionamento na frente do seu comércio em detrimento da fluição do trânsito que está um caos? É necessário deixar os ambulantes trabalharem, porém não em detrimento da tranquilidade, conforto e acessibilidade das dezenas de milhares de pedestres.
RICARDO SILVA (professor) - Londrina
Vacina para todos
Em um país avassalado pela corrupção, pela desonestidade e pela incompetência dos dirigentes públicos, não é de se ficar perplexo pela falta de vacina da gripe A a toda população, além de inúmeros outros medicamentos nos hospitais e postos de saúde. A perplexidade é substituída pelos sentimentos de repugnância e indignação que nutrimos pelos nossos políticos e governantes. O mínimo que se espera é que o Supremo Tribunal Federal não só mantenha a liminar da 2ª Vara de Curitiba, mas que a estenda para todo o País.
LUIZ ALBERICO PIOTTO
(servidor público) - Cambé





