CARTAS
Cadê o patriotismo?
Quando estudava, tínhamos aula de educação moral e cívica. Havia mais respeito com os pais, professores e com o bem público. Aos poucos os valores morais foram sendo ''deletados''. Culpa das grandes redes de televisão que, na briga pelo telespectador, baixaram o nível da programação. Culpa maior ainda da classe política que perdeu o discernimento, legislando em causa própria ou a favor dos ''companheiros''. A lentidão da Justiça e a impunidade dos delapidadores do erário público vão minando a esperança de quem trabalha honestamente e paga tanto imposto. Este ano haverá eleições e os brasileiros estão à procura de candidatos que sejam ''exceções''.
OSVALDO MARCCONATO BOSI (microempresario) - Ibiporã
Jardim Bela Suíça
O fato de um irmão e amigos morando no Jardim Bela Suíça pode até deixar sob suspeita minha opinião a respeito das mudanças que estão sendo feitas naquele bairro. Mas, como amo Londrina, não posso deixar de manifestar minha alegria por considerar essa experiência muito positiva para a cidade. Fico feliz quando pessoas, empresas ou entidades tomam iniciativa para promover melhorias que, não prejudicando ninguém, beneficiem a muitos e ainda nada custem aos cofres públicos. Em outros locais a comunidade já assumiu a limpeza e urbanização de espaços abandonados pelo poder público, beneficiando toda a cidade.
LUIZ MOACYR SPAGNUOLO (engenheiro eletricista) - Londrina
Criatividade onde?
Com relação à sugestão do leitor Adoniro Prieto Mathias (Cartas, 25/03) que pede ao poder público para buscar criatividade em outras cidades, sugerindo até uma visita a Maringá, a Prefeitura de Londrina não precisa fazer visitas em nenhuma outra cidade visto que quando aumenta a metragem da capina ou outros serviços, ela compara os preços de outras cidades com os de Londrina. Também gostaria de saber se em Maringá o mato, a segurança, a iluminação, as creches, a saúde e as praças estão abandonados?
ARLINE MARIA GALDINO DA SILVA (vendedora) - Londrina
Lucro da carne
Oportuníssima a matéria ''Lucro da carne passa longe do campo'' (Folha Economia, pág. 4, 27/03), sou pecuarista de corte há mais de 25 anos e confesso que cansei de trabalhar no limbo entre o pouco lucro e o prejuízo; de ver os preços do sal, núcleos, concentrados, fertilizantes, medicamentos, mão de obra e demais insumos subirem sempre acima da arroba do boi; de gastar tempo e dinheiro tentado me ajustar a um caótico Sisbov, que seria o controle de qualidade de nossa carne; de entregar animais entre 15 e 18 meses para o abate com peso, camada de gordura e couro perfeitos, sem nunca receber nada por isto. Assim, estou transformando os cerca de 800 hectares de pastagens em 300 hectares de reflorestamentos e 500 hectares de lavoura.
RUY PIGATTO (agropecuarista) - Curitiba
Liberdade
Liberdade não é apenas falar que somos livres e sim tomarmos atitudes que não nos transforme em escravos no futuro. Os jovens hoje acham que são livres e se envolvem com drogas. Sem perceber, ficam dependentes e perdem a liberdade: deixam de terminar os estudos, ter um bom emprego, formar uma família estruturada. Será que, como disse Sartre, ''o homem está condenado a ser livre''? Desejamos ser livres desde o momento que nos entendemos por ser humano, porém atitudes que tomamos sem reflexão, nos tornam seres ''presos''. Se entendermos o conceito de liberdade, o que Sartre diz fará sentido.
PRISCILA JUSTINO DOS SANTOS, BIANCA SUELEM MARQUES FERREIRA e LILIAN CAROLINE MACHADO (estudantes) - Londrina





