'Donos das ruas'


As ruas de Londrina têm ''donos'', os ''flanelinhas'' - que nos obrigam a pagar para não termos nossos carros riscados, toca-CDs roubados, etc. Ao estacionar em frente a um estabelecimento de alto nível social, fui abordado por um sujeito que cobrou uma quantia absurda para ''cuidar'' de meu veículo e entregou-me uma espécie de ''tíquete'' feito à mão. Em seguida perguntou em qual estabelecimento eu iria. Ao apontar para o local vizinho, ele pediu desculpas e disse que nesse local era mais barato. Ah, o valor não está vinculado onde você estaciona, mas sim a sua condição financeira. Achei fantástico e também humilhante. Quem sabe os restaurantes também não aderam à ideia criando um cardápio com 3 valores de prato do dia: classe A, R$ 60; classe B, R$ 30 e classe C R$ 10. Só teríamos que comprovar nossas rendas tornando o holerite um documento indispensável na nossa carteira.

GUSTAVO SITTA (gerente administrativo) - Londrina




Atitude exemplar


Como é prazeroso ler uma notícia como ''ONG leva cultura a Sertanópolis'' (Folha Cidades, pág. 1, 17/03) onde a ONG Apac se ocupa com o desenvolvimento de atividades culturais, mesmo em um pequeno município e quase sempre regada a minguados recursos públicos. Vale enaltecer o trabalho da professora Claudete Martins Kozan que, depois de longos anos dedicados ao magistério, mostra-se incansável na arte de propagar o saber juntamente com seus colaboradores. Nossos governantes, em todas as esferas, deveriam tirar as vendas dos olhos para entidades iguais à Apac e não direcionar o dinheiro público às centrais sindicais, partidos políticos, etc.

LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Fantasmas na Assembleia


O povo do Paraná tem o direito de saber que são os fantasmas e quais os deputados e políticos estão envolvidos nos tais diários secretos. Um diretor-geral ficar 20 anos, sem ser importunado e o omisso Tribunal de Contas não detecta nada! Imagine as contas das prefeituras? O que se torna inaceitável é a cumplicidade do eleitor em votar e carrear votos para figuras processadas e condenadas. Precisamos renovar o Parlamento estadual e ficar de olho se tem candidato a governador que deixou o rabo preso na Assembleia.

MÁRIO FUZETO (técnico em contabilidade) - Itambaracá





Servidor criativo


Parabéns ao servidor Anderson Roberto Dias, da Prefeitura de Rolândia, pela sua genialidade de transformar um trator de cortar grama em uma máquina de pintura de sinalização de trânsito (Folha Cidades, pág. 3, 17/03). Mas temo pela integridade física e mental do Anderson. Doravante ele vai ser perseguido, certamente exonerado da função a bem do serviço público, talvez até preso. Onde já se viu fazer uma engenhoca para pintar faixas quase de graça enquanto uma máquina similar custa quase meio milhão de reais? Como os governantes vão fazer licitações para comprar máquinas caríssimas? Como vão fazer para encher as meias, malas, cuecas, etc?

LAERCIO LIMA PRADAL (servidor público) - Londrina


Copel e falta de energia


Quero fazer eco às reclamações do leitor Antonio Cipriano Baptista (Cartas, 17/03). O tratamento dado pela Copel às chácaras Santa Maria, em Cambé, é lamentável. A queda de energia elétrica virou uma constante, chova ou faça sol. O descaso é tanto que mesmo as lâmpadas das ruas demoram meses para serem trocadas, provocando escuridão constante no bairro. Mas o descaso não é só da Copel. A administração do sr. João Pavinato é outra lástima: ruas esburacadas e desleixo na coleta de lixo.

JOSÉ MASCHIO (jornalista) - Cambé

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