CARTAS
Horários dos jogos
Nas grandes cidades deste País está difícil assistir aos jogos de futebol. Quem acorda cedo para trabalhar e estudar irá ao estádio assistir a um jogo que começa às 22 horas? Alguém já viu quanto tempo demora para esse público chegar em casa? Até quando nós - admiradores do futebol - estaremos atrelados a uma emissora de TV para ter nosso lazer? Temos que esperar a novela acabar para depois assistirmos aos jogos. As emissoras só visam lucro e os torcedores e trabalhadores que se danem.
ANTONIO RICARDO PACHECO (engenheiro mecânico) - Londrina
Ainda os flanelinhas
Nossa administração é tão incompetente que não consegue garantir a ordem nem dentro do próprio ''terreiro''. Ir ao Centro Cívico de Londrina é um desafio desde o momento em que você estaciona o carro, pois se não tiver dinheiro para ''dar'' aos guardadores que têm ''posto fixo'' lá, corre um grande risco. Isso é um desrespeito total: o servidor que trabalha fora do Centro Cívico tem que pagar guardadores sempre que for à Prefeitura. Existia um estacionamento rotativo para os servidores de fora da Prefeitura, mas a administração extinguiu estas vagas e agora os servidores de outros setores têm que pagar aos ilegais flanelinhas para trabalhar.
ALLAN JAMES DE CASTRO BUSSMANN (professor) - Londrina
SOS cadeirantes
Hoje vivemos num mundo despreparado para o cadeirante. Minha mãe quebrou o fêmur em dezembro do ano passado, passou por uma cirurgia e, desde então, depende de uma cadeira de rodas para se locomover. Daí começamos a notar que Londrina não é preparada para atender os cadeirantes. As poucas vagas de estacionamento para pessoas com necessidades normalmente estão ocupadas por quem nem pensou em usar uma cadeira de rodas. Os estabelecimentos comerciais não são preparados para a circulação de cadeiras de rodas, em quase todos os lugares há degraus em vez de rampa. No Calçadão é impossível circular com uma cadeira de rodas.
JULIANA CURCE SALVADOR (supervisora de loja) - Londrina
Uma vergonha!
O que estão fazendo com nossa cidade? Primeiro, foi o Calçadão a perder sua história. Este novo formato de piso é muito triste, além do que cortaram muitas árvores. Outra coisa absurda são os buracos nas ruas. Alguns já têm tanto tempo que é quase impossível se passar por ali. Outros estão sendo ''tapados'' - não sei se o serviço malfeito ou o material de péssima qualidade - ''para inglês ver'', pois fica tudo solto e perigoso para o pedestre porque os carros passam e as pedras voam longe. Também há muitos semáforos apagados, como o de pedestres no cruzamento da Humaitá com a Maringá. Que nossos dirigentes se dignem a cuidar da cidade com a qual se comprometeram!
JANE HIPOLITO (secretária) - Londrina
Leite materno
Após o nascimento de nossa filha tivemos como prioridade nutricional o aleitamento materno. No entanto, com o passar dos dias esta prioridade foi substituída por ansiedade e preocupação, o que nos fez pensar em desistir da amamentação uma vez que minha esposa tinha leite até em excesso e não conseguia amamentar. Felizmente, a enfermeira da família durante uma visita em casa, nos orientou para o banco de doação de leite do HU. Lá, minha esposa foi orientada e tratada com enorme carinho, conseguindo assim, amamentar nossa filha e ajudar crianças que precisarão deste leite. Entendo que a amamentação é um processo fisiológico, natural, mas que precisa ser aprendido, e alguns hospitais de Londrina estão muito precários nestes ensinamentos.
FELIPE CASAGRANDE (fisioterapeuta) - Londrina





