CARTAS
Sapato vingador
O ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush andou levando umas sapatadas de um jornalista, que acabou preso. Dias atrás, um homem atingiu o rosto da presidente da Corte Suprema de Israel com um sapato durante uma audiência, que chegou levar a magistrada a nocaute. O agressor gritava que ela era corrupta e que prejudicou muitas pessoas. Já imaginou se a moda pega no Brasil? Com certeza, o índice de desemprego no país iria cair quase a zero, pois com tanta corrupção por aí, haja funcionários para as fábricas dos ''pisantes'' para suprir tanta munição.
MIGUEL LUIZ DA SILVA (autônomo) - Londrina
Campo x MST
O governo federal, mais precisamente o presidente Lula, transita na contramão de todos seus ideais promovendo edição do Programa Nacional dos Direitos Humanos que de direito não tem nada, a não ser ''rasgar'' a legislação brasileira. Futuramente quando ocorrerem invasões de terra por parte do MST, o juiz não mais poderia conceder liminar para desocupação, mas sim marcar uma audiência pública. Se a proposta virar lei, os juízes terão o seu poder geral de cautela (poder de tomar decisões a qualquer momento) subtraído ou diminuído. O presidente Lula mais uma vez ''premiou'' o MST, pois após invasão até marcar uma audiência com todas as partes envolvidas, podendo ultrapassar um grande lapso temporal, o proprietário ficará à mercê de todas as intempéries da nefasta conduta dos invasores. É o retrocesso.
CARLOS HENRIQUE SCHIEFER (advogado) - Londrina
Amor sem medidas
Parabéns ao jornalista Walmor Macarini pelo artigo ''O amor sem medidas'' (Espaço Aberto, 04/02). Se o mundo inteiro conhecesse o verdadeiro sentido desta palavra teríamos, com toda certeza, um mundo melhor.
ROGÉRIO CAVALCANTE (jornalista) - Londrina
Sem estilo
Na Higienópolis, em lugar de uma antiga e bela casa, aparece outra agência do BB, construção de ''estilo'' duvidoso. Cliente do banco há mais de 40 anos, tive um ''estalo'' e entrei em busca de cheques. Fui à máquina moderna e mastodôntica que só entrega dinheiro, nunca entrega cheques para os ''sem-estilo''. Reclamei à recepcionista. De chofre, veio a pergunta: ''O senhor é cliente estilo?''. Não, respondi; sou só cliente do BB, porém sem estilo. Indignado, pedi para falar com o gerente. Este, então, perguntou-me: ''Qual é a sua agência, o nome da sua gerente'', etc. Após a devassa, retratei a minha indignação quanto ao tratamento destinado aos clientes comuns; ora, isto não condiz, nem mesmo, com um banco público. Ali era o ''Banco do Ruy''? Ledo engano. O BB, desta maneira, virá a ser uma aeronave sem comando. Se quer ser ''Prime'' ou ''Personalité'', é bom que os seus marqueteiros se reciclem e respeitem o seu maior capital: os clientes comuns. Fica a indignação cívica.
RUY DE JESUS MARÇAL CARNEIRO (professor) - Londrina
Doação a militares
A revolta expressada pelo leitor Christian Steagall Condé (Cartas, 04/02) serve para reafirmar o que manifestei em carta sobre a ''doação'' de R$ 500 mil do governo federal para cada família dos militares mortos no Haiti. O que está havendo chega às rais do absurdo. A maioria dos milhares de voluntários nunca soube que existia o Haiti. Mas, para ajudar os necessitados nacionais, nada. O projeto de lei prevendo aquela ''doação'' foi aprovado na Câmara dos Deputados. Espero que os senadores barrem essa barbaridade.
ANTONIO DE PÁDUA TADEU DE OLIVEIRA (advogado) - Arapongas





