CARTAS
Vandalismo
Causa indignação os atos de vandalismo praticados pelos índios descontentes com o decreto governamental. Incendiar veículos, proibir o direito de ir e vir com o bloqueio de ruas e avenidas, invadir prédios públicos, dentre outras situações constatadas, é inaceitável. Da grande proporção de terras que possuem, quase a totalidade é improdutiva. Assim seria menos pior trocar seis por meia dúzia, ou seja, se não se produz que o MST faça a sua parte.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
Requião, sabia?
A respeito da reportagem ''Agentes acusados de tramar rebelião na PCE'' (Geral, pág. 7, 03/02), será que o governador Requião sabia que: Os ocupantes do cargo de chefia de Segurança das unidades penais são indicados pelos diretores das respectivas unidades? Que recebem gratificações pelo cargo de comissão que desempenham? Que os diretores das unidades penais são escolhidos por critérios políticos, ou seja, são os chamados ''paraquedistas'', como não entendem nada sobre o Sistema Penitenciário acabam indicando muito mal os ocupantes dos cargos de chefia de Segurança? Com certeza, o governador não sabia, pois é muito mal informado, portanto, não tente atribuir a culpa da rebelião na PCE nos agentes penitenciários que lutam apenas por melhores condições de trabalho e de vida.
ANTONIO ALVES DA SILVA FILHO (agente penitenciário) - Londrina
Escândalos da Câmara
Sobre a matéria ''Câmara atende pedido de Gouvêa e instaura CP'' (Política, pág. 4, 03/02), até quando vamos viver com esses escandâlos cometidos por políticos e ''vereadores'' de Londrina. Os juízes deveriam agir como o Ministério Público: uma vez oferecida a denúncia e apurada irregularidade, deveria pôr o cidadão na cadeia. O que temos visto aí é que nada acontece e ainda os afastados se beneficiam com o recebimento dos salários. Absurdo! Se eu fosse um desses juízes, esses cidadães já estariam na cadeia. Se em Brasília tivesse um Ministério Público atuante como o de Londrina, os políticos do mensalão, do dólar na cueca, etc., estariam apodrecendo na cadeia além de terem de devolver o dinheiro roubado.
ÁLVARO ALVES PEREIRA (servidor público) - Londrina
Haiti x Norte Pioneiro
O coordenador da Defesa Civil do Estado divulgou números do que eu considero algo perto do estarrecedor: cinco mil voluntários, só aqui do Paraná, estão alistados e na fila de espera para praticar ''ajuda humanitária'' no longínquo e quase inacessível Haiti, contra zero voluntários alistados para ajuda humanitária no Norte Pioneiro, este com municípios isolados e com parte de sua população em risco de sede, fome, doenças e desabastecimento geral, sem contar os traumas da tragédia. Talvez, pelo fato desse tal de Norte Pioneiro ser ''logo ali'' e não sair na mídia com tanta ênfase, além de uma tal de ONU, não ter a mínima ideia de onde ele fica, os necessitados ilhéus do Caribe valem bem mais que nosso hoje ilhados paranaenses.
CHRISTIAN STEAGALL CONDÉ (arquiteto) - Londrina
Mutirão carcerário
Em relação à reportagem ''Mutirão carcerário deve revisar 30 mil processos'' (pág. 7, 02/02), até que enfim! O que acontece na realidade, digo como advogado criminalista militante há 35 anos, é que juízes, promotores e delegados, quando entrevistados ou em conferências falam uma coisa. Quando apreciam pedidos, colocam obstáculos e fazem exigências e acabam por indeferir, sabedores talvez que o pobre reeducando não tem condições de buscar reformas nas mais altas Cortes do País. Fiz alguns pedidos de indulto e não foram concedidos, apesar de clareza solar. Isso tem que mudar!
ALFREDO LEÔNCIO DIAS NETO (advogado) - Barbosa Ferraz





