Por que não te cala?

O governador Roberto Requião vem há tempos passando dos limites em suas tiradas e brincadeiras de mau gosto. Agora investiu na origem do câncer de mama ironizando segmentos da sociedade. Parece que cansamos do Requião e ele do poder. As sequelas de um segundo mandato fazem crer que o fim das reeleições já passou da hora. A discutível escolinha do Requião mais parece um encontro de bajuladores rendendo-se aos encantos do chefe mesmo quando as coisas são deploráveis como o ocorrido, e ainda encontra puxa saco para achar graça e aplaudi-lo. Falta ao governador um amigo para aconselhá-lo a não repetir tais fatos antes que alguém imitando o rei da Espanha quando se dirigiu a Hugo Chávez diga: Por que não te cala Requião?

WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) - Londrina


Vexame de Requião

Quanto à matéria ''Intenção era advertir sobre implantes de silicone'' (Política, pág. 5, 30/10), o governador Requião calado é um poeta. Vale a máxima, pois agora fala em extinguir o câncer de mama no Paraná. Isto é tão possível como revogar a lei da gravidade ou melhor ainda ''acabar com os pedágios''. Existe um ditado chinês que diz: ''Quando o silêncio é melhor do que a palavra é preferível calar-se''.

ALFREDO LEÔNCIO DIAS NETO (advogado) - Barbosa Ferraz


Alienação estudantil

Ótimo o editorial ''Alienação estudantil e paternalismo'' (Opinião, 28/10). Quando se pergunta ''cadê os líderes estudantis não alienados'', as bandeiras de 10 anos atrás, só posso pensar que desapareceram junto com a dificuldade que era completar um curso superior. Antes, entrar na universidade era apenas o primeiro passo de uma série de provas pelas quais tínhamos que passar até o glorioso dia em que recebíamos o tão esperado diploma. Provas não só de conhecimentos, que nos faziam valorizar cada pequena vitória, desenvolviam nosso espírito crítico e nos faziam ter ideologias. Hoje são tantos cursos, tantas vagas, tantas facilidades (até a distância) que os jovens já entram nas instituições com a absoluta certeza de que se formarão. Então, para que se preocupar com coisas que não lhes dizem respeito?

NINA GRAÇA CARDOSO (terapeuta floral) - Londrina



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Escola pública

No meu tempo de estudante também havia adolescentes revoltados, mas que não se atreviam a agredir professores. Se faltassem com o respeito ao professor, eram corrigidos na escola, chegavam em casa apanhavam do pai ou da mãe. Os pais cultivavam o respeito ao professor. Hoje as salas estão abarrotadas, as famílias desestruturadas e em muitos colégios o grande negócio é ganhar a simpatia do aluno para continuar no cargo de diretor. Tenho saudade da cartilha ''Caminho Suave'' em que as escolas públicas ofereciam ensino de qualidade e havia repetência se não estudasse para as provas.

MÁRIO FUZETO (técnico em contabilidade) - Itambaracá



Caso Gouvêa

Volto a escrever nesta seção sobre o caso do vereador Rodrigo Gouvêa. Ele compareceu à Justiça sempre que chamado, mesmo sem ser intimado oficialmente. Será que não está clara sua intenção em colaborar com a Justiça? Pena que os elementos que podem fazer algo com relação ao caso, infelizmente, não leem cartas. Sou leigo em Direito, mas caso as pessoas ligadas ao caso lerem esta carta, gostaria que me respondessem algumas dúvidas: pelo artigo 10º do Código Processo Penal, quando o indiciado está preso o inquérito não tem que ser concluído em dez dias? O artigo 6º do CPP não fala que todas as testemunhas devem ser ouvidas? Por se tratar de indivíduo primário, que tem residência fixa e trabalha, não teria direito a responder em liberdade?

ALLAN JAMES DE CASTRO BUSSMANN (professor) - Londrina

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