CARTAS
Sábios se enganam
A política no Brasil anda em baixa. Vejam o caso do PMDB. O maior partido brasileiro sempre tomou água no pote do vizinho e agora não tem água para matar a própria sede. Está cheio de presidenciáveis, mas tem dificuldade de se juntar. Sempre criticou os pequenos partidos como sendo de aluguel. Se for classificar as siglas como moradia, os pequenos partidos seriam dependência de quarto cozinha e banheiro e o PMDB seria uma mansão. A carona é muito boa, mas só que você nem sempre chega aonde quer e nem vai do jeito que quer. Isso nunca foi bom para a política nacional.
SEBASTIÃO CALMEZINI (empresário) - Londrina
Farra com nosso dinheiro
Para quem passou a vida em palanques e portas de fábricas agitando os peões a fazer greve, não é difícil repetir a receita na campanha política. Basta inventar uma pescaria, chamar a imprensa e colocar uma plateia para assistir. Dinheiro tem aos montes, fiscalização nenhuma, preocupação com o trabalho muito menos. A amostra do que vai ser a disputa política já está posta. Haja estômago para aguentar tanta picaretagem! Abram os olhos eleitores toda essa farra é com o nosso dinheiro!
IZABEL AVALLONE (professora) - São Paulo
Laranjas x MST
Leitores se manifestaram contra o MST por causa da ''destruição de uma plantação de laranjas''. Ora, a plantação é de um milhão de pés em terras griladas da União e os trabalhadores destruíram uma ínfima parte para chamar a atenção. Tiveram a coragem revolucionária de arrancar da terra o câncer da monocultura do agronegócio e trazer a vida representada pelas sementes de feijão e milho. Em São Paulo existe uma lei que permite à Cutrale invadir a casa de qualquer cidadão para cortar os pés de laranja e limão, alegando prevenção fitossanitária. Além de grilar terras, a empresa paga salários de miséria, mata trabalhadores de cansaço e ainda expulsa os pequenos agricultores de suas áreas.
RICARDO ALEXIUS (zootecnista) - Medianeira
Renegociação do IPTU
Fui à Prefeitura de Londrina na última quinta-feira parcelar o IPTU. Cheguei às 9 horas e retirei a senha 128. Às 11 horas foi chamada a senha 51. Fiquei mais de três horas esperando e, como pelos meus cálculos só seria atendido às 16 horas, fui embora. Falta estrutura para atender quem quer pagar, pois havia mais de 200 pessoas e apenas dez atendentes. Será que o responsável pelo setor não enxerga?
ANTONIO WELINTON PEREIRA (contabilista) - Londrina
Guerra civil
O combate armado e a morte de 20 pessoas no Rio mostra só a ponta de um iceberg. Em todas cidades temos o tráfico de drogas enraizado e nossos jovens cade vez mais violentos. Se este lixo que toma conta do poder político tivesse implantado há 20 anos o ensino integral em todo país, certamente não estaríamos neste caos. A mão deste povo está manchada de sangue. Quem exerce o poder e as diretrizes estratégicas do país são colaboradores desta barbárie.
MARCO ANTONIO MARTON (sociólogo) - Porecatu
Médico x hospitais
Gostaria de parabenizar o médico Ricardo José Rodrigues pela correção nas observações no artigo ''Médico e paciente: relação em constante mudança'' (Espaço Aberto, 18/10) e dizer que nenhum plano de saúde renumera com dignidade o médico para proporcionar-lhe educação científica continuada. Urge inserir nos currículos das escolas médicas uma disciplina que oriente os médicos nas relações trabalhistas para que não sejamos explorados pelos empresários da área médico-hospitalar.
NELIO ZUMIOTTI (médico) - São José dos Campos (SP)





