Grafite do cemitério

Que tristeza, caiaram os muros do cemitério São Pedro. Apagaram os ricos painéis grafitados que o cobriam. Com que intuito? O de ''limpeza''? Ou seria para apagar um trabalho que reuniu inúmeros artistas da cidade, em especial jovens da periferia? Se foi essa a intenção, a primeira marca da atual administração na área da cultura foi apagar uma marca do que foi feito antes. Mau sinal. Espero que o muro do cemitério ganhe vida novamente, por paradoxal que pareça. Ele faz parte da cidade que passa, vê, reflete e guarda no coração e na mente os ''hieróglifos'' do tempo.

RICARDO VERTUAM (analista de sistemas) - Londrina



Caminhões no Calçadão

Trabalho em frente ao Teatro Ouro Verde e todos os dias vejo uma cena grosseira de caminhões que entram no Calçadão para levar mercadorias em lojas do local. Já vi motorista quase arrebentar a pequena árvore que lá se encontra. Um outro quase atropelou uma criança dias atrás ao manobrar o seu veículo. Há ainda poluição sonora provocada pelo barulho ensurdecedor dos caminhões. A CMTU deveria fiscalizar e não permitir a entrada desses caminhões em horário comercial.

ADELMO ANTUNES DE LIMA (estudante de Teologia) - Londrina


Quem segura o MST?

A invasão do MST e a destruição de laranjais em área produtiva mostra até onde chega a face que o PT tenta esconder, mas não consegue. Além de ato bárbaro e selvagem, isso é crime. Como é que este país vai tratar o crime? De forma seletiva? Rasgar as leis não vai facilitar o MST em seus objetivos. Já se rasgou as leis neste país mais de uma vez. Na última vez que isto aconteceu não se precisou de advogado nem de juiz para cumprir uma reintegração de posse, apenas de balas, cacetetes, farda verde oliva e AI-5. Alguém tem que parar isso antes que a Constituição seja esquecida.

EDERALDO FURLANETO JUNIOR (professor) - Cambé


Gastos x Olimpíadas

Com relação à matéria ''Força Nacional terá 20 mil homens nos Jogos'' (Folha Esporte, pág. 4, 08/10), isso deixa o brasileiro revoltado por viver num país em que a segurança ultrapassa o limite de aceitabilidade, e os nossos governantes, como Requião, ignoram essa realidade. Assassinatos e chacinas como a ocorrida em Curitiba parecem serem aceitas normalmente pelos responsáveis pela nossa segurança. Os Jogos Olímpicos trarão resultados positivos, entretanto, os resultados negativos serão maiores.

ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina


Inclusão x exclusão

Gostaria de parabenizar a FOLHA pela entrevista com o sr. José Turozi, presidente da Federação das Apaes no Paraná (''Inclusão abrupta é irresponsabilidade do MEC'' - Opinião, pág. 3, 08/10). Entendemos que inclusão é o direito de igualdade de oportunidades, o que não significa um modo igual de educar a todos de um mesmo modo em um mesmo lugar. Nossas famílias e os deficientes não merecem o retorno ao tempo da indiferença e da exclusão.

NILZE BRANDÃO DA SILVA (professora) - Itaguajé


Direito de propriedade

Quando o Congresso Nacional aprovou o direito de propriedade na Constituição de 1988, os legisladores esqueceram que seria nescessário provar a origem do dinheiro para comprar a propriedade. Podemos citar alguns exemplos de compras de terra via corrupção. Segundo reportagem da revista IstoÉ, o ex-deputado federal José Janene, Sergio Dantas e muitos outros teriam comprado terras sem comprovar a origem do dinheiro. Será que não está na hora dos deputados mudarem esse conceito de direito de propriedade?

PAULO ROBERTO SANITÁ (agricultor) - Tamboara

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