Bestialidade

A destruição de 7 mil laranjeiras produtivas no interior paulista foi uma atitude irracional. Independente da ideologia política e dos interesses de quem urdiu tal plano, e mesmo que se tratasse de terras destinadas à reforma agrária (o que não é o caso), esse espetáculo grotesco é inconcebível. E os autores dessa bestialidade ainda dão entrevista como se tivessem acabado de arrancar ervas daninhas da terra. Já passou da hora desses movimentos invasores serem responsabilizados de forma mais contundente. E saber que eles recebem o aval e dinheiro público do governo federal.

LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina


Reintegração social

O conhecido morador de rua chamado carinhosamente de ''Bacaninha'' foi internado para recuperação de sua saúde e de sua dependência alcoólica. Agora com alta da primeira fase do tratamento, ele está sendo encaminhado para um internamento aberto em Cambé das Irmãs Claretianas. A responsabilidade de recuperação deste homem depende de todos. A esmola fácil para alimentar seu vício ou um prato de comida nem sempre é o necessário. A comunidade e as várias entidades religiosas existentes na Dez de Dezembro têm o dever de acompanhá-lo não deixando mais que o quadro deprimente se repita.

WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) - Londrina


Estradas alternativas

O governador do Paraná dizia que acabaria com o pedágio, mas passaram os anos e nada, mesmo porque existe um contrato muito bem feito. Sabemos que acabar é difícil e os motoristas continuam sendo prejudicados. Se realmente houvesse preocupação em melhorar a vida de quem vive e depende das estradas, bastaria investir em estradas alternativas, haja visto que pagamos IPVA, licenciamento e outros tantos impostos. Isso seria apenas uma obrigação daqueles a quem também pagamos os altos salários e mordomias. No próximo ano teremos eleições e com certeza ouviremos as mesmas propostas de mudanças no pedágio, porque eles apostam sempre na memória curta do eleitor.

ALZIRA RODRIGUES INACIO (auxiliar de escritório) - Londrina


Necessidade ou hostilidade?

Apesar da proposta da UEL apresentada ao MEC de estabelecer o vestibular pela manhã e atrasar o Enem para as 15 horas, deveria-se pensar não em uma simples modificação de horário, mas em melhores opções que favorecessem os vestibulandos. Os fatores determinantes de uma boa nota não norteiam somente a habilidade dos conhecimentos requeridos, mas também o psicológico dos candidatos, a disponibilidade de tempo e o esforço físico e mental em excesso que a provável mudança acarretaria.

LIZ CAROLINE DE O. CAMILO (estudante) - Londrina


País do cambalacho?

O Enem foi forjado e Brasília é motivo de chacota da população. Os programas humorísticos não se cansam de malhar os políticos e a impressão que temos é que eles não estão nem aí para a gozação. Será que o Brasil será sempre o país da falcatrua e do cambalacho?

MARCELO RISSATO (professor) - Arapongas


Greve lesa povo

Quem não teve problemas com a greve dos bancários, atire a primeira pedra. Temos que convir que a federação e os sindicatos dos bancários passaram do limite, afrontando desaforadamente o cliente. Que culpa temos se não recebem um salário condigno? Tá na hora de mudarem o jeito de reivindicação e a Justiça não permitir mais que algo do gênero aconteça.

JOSÉ APARECIDO FIORI (jornalista) - Curitiba

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