Será a primeira vez?

A maioria dos estudantes acordaram ontem indignados com a notícia de que houve fraude nas provas do novo Enem, havendo o cancelamento das mesmas. Se nem eu, nem você leitor, teve acesso a quaisquer provas, quem teria? Imagine quantas provas supostamente foram fraudadas em anos anteriores? Se o Ministério da Educação queria mudar a imagem do exame, conseguiu.

PAULO SÉRGIO CARNICELLI (estudante de Agronegócio) - Ivaiporã


Quartelada clássica

Espantou-me ler a opinião do leitor José Ardengui (Cartas, 01/10) de que não houve golpe em Honduras. Não foi golpe apenas porque o presidente constitucional foi tirado de pijama do país, sem direito a defesa, nem julgamento. O golpe representou repressão a todas as demandas sociais dos eleitores de Manuel Zelaya. Ele aconteceu em uma região marcada pela supressão brutal e histórica de demandas sociais, frequentemente promovida e em benefício de um pequeno grupo e em detrimento da grande maioria. Foi, portanto, uma quartelada clássica, independentemente das filigranas jurídicas que os conceituados (?) juristas nos querem impingir.

ANDERSON LOPES (gerente de Recursos Humanos) - Cambé


Educação para 'especiais'

Nesta semana muito se falou sobre a inclusão de alunos especiais em ensino regular, provavelmente o relator ou o criador da ideia não tenha vivido essa realidade. Será que ele foi assistir uma aula em que constava um aluno com necessidades especiais junto com outros alunos no ensino regular? É muito fácil criar uma lei e não vivenciá-la na prática. Não sou contra a inclusão, mas que sejam criados subsídios para isso. Infelizmente ainda está longe da nossa realidade. Percebo pouca importância com a educação em nosso País. E também é pouca a valorização de um profissional tão importante como o professor. Governantes olhem com mais carinho por nossos alunos e pelos responsáveis pela educação no nosso País.

MARIA APARECIDA DOS SANTOS LIMA (pedagoga) - Londrina


Lula e os 'especiais'

Sobre a matéria ''Parecer do CNE revolta pais de especiais'' (Paraná/Geral, pág. 7, 29/09), sabemos que dependendo do grau de deficiência é impossível a frequência da criança no ensino regular. Mas o que me chamou ainda mais a atenção, foi que na página ao lado, na seção ''O presidente responde'', o presidente Lula disse: ''O ministro rejeitou de pronto o parecer do CNE que tornava obrigatória a matrícula em escolas comuns de alunos com necessidades especiais. Pelo novo parecer, a partir do ano que vem esses alunos passam a ter o direito, e não obrigação, de se matricularem em escolas do ensino regular''. Está faltando diálogo e informação entre o Executivo e os ministérios, o que deixa Lula em situação desconfortável, pois subentende-se total desconhecimento do assunto.

SOLANGE DE FÁTIMA GRIGOLETTO STRAPARAVA (servidora pública) - Arapongas


Concurso da Copel

É lamentável a falta de respeito aos candidatos no concurso da Copel realizado no último domingo. Percorri 500 quilômetros até Curitiba arcando com as despesas de transporte, hospedagem e alimentação. No domingo, me deparei com uma prova em cujo cargo não havia me inscrito. Após uma hora de espera, eu e mais cerca de 300 concursandos fomos dispensados com a promessa de que nossas provas seriam remarcadas. Esse foi o grande profissionalismo de uma instituição que teve quase três meses para organizar o concurso.

VIVIANE GEVEZIER DA COSTA (estudante de Ciências Biológicas) - Londrina

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