CARTAS
Até quando Londrina?
Os candidatos prometem tudo. Nas campanhas mostram-se sábios, bondosos, transformadores sociais. Eleitos e bem pagos, sentam-se em seus tronos e as promessas são esquecidas. A história registra que Londrina teve administrações desastrosas. Será que começamos a viver outra? Os meses passam e as ruas estão esburacadas, os bairros estão feios, o sistema de transporte coletivo é falho, a segurança pública não dá conta e a violência cresce. Se eu fosse o prefeito, pensaria no varejo: atenderia o povo da periferia, exigiria mais ação de meus subordinados e dava um não à construção do Teatro Municipal ou outra obra faraônica. Usaria tudo que pudesse do erário para as coisas indispensáveis que transformassem Londrina num motivo de orgulho nacional. Ninguém quer acreditar em outra administração que não faça jus à portentosa Londrina.
OSVALDO CARDOSO RIBEIRO (jornalista) - Londrina
Valorizar mais as pessoas
O recente ato de bravura e heroísmo ocorrido em Londrina nos remete a pensar quantas vezes paramos para cumprimentar ou simplesmente observar os diversos trabalhadores que nos cercam e que indiretamente fazem parte do nosso cotidiano. Quantas vezes já passamos ou poderemos passar por dificuldades e aquela pessoa que nunca tivemos contato poderá nos ajudar? Parabenizo o ato heróico que esses trabalhadores até então anônimos fizeram e espero que a partir dessa atitude comecemos a observar valorizar e respeitar as mais diversas profissões e, principalmente, as pessoas que todos os dias convivem conosco, afinal, heróis podem ou não usar uniformes.
EDVALDO MACIEL DE FRANÇA (bacharel em Direito) - Londrina
PEC dos vereadores
Com relação à matéria ''Congresso promulga emenda que cria 7.709 vagas'' (Política, pág. 7, 23/09), quanto mais vereadores mais difícil ficará a fiscalização das falcatruas. O próximo passo poderá ser mais deputados, senadores, ministros, e se duvidarem poderão ser dois presidentes. Não duvide! Quem cria as leis são eles. Por que não fazer um plebiscito para ouvir a opinião pública? Em Londrina, os novos edis já são manchetes, passam mais tempo se defendendo do que trabalhando. Deixamos de eleger bons candidatos. Sejamos mais criteriosos nas próximas eleições.
AUREO GARCIA LELLIS (empresário) - Londrina
Recuperar a função da escola
Sobre a entrevista ''Escolas preparam futuros desempregados'' (Opinião, pág. 3, 25/09), o modelo de escolas que temos hoje é resultado das políticas neoliberais implantadas em nosso Estado no Governo Lerner e no país no Governo de FHC que tinha como função preparar mão-de-obra para o mercado. Exigia do futuro trabalhador respostas mecânicas, não raciocínio. A escola precisa recuperar sua função social que é a de socializar os conhecimentos produzidos pela humanidade, contextualizando-os e relacionando-os no seu momento histórico. Aprendizado significativo é diferente de aprendizado utilitarista.
JOSÉ SIQUEIRA DA MATA (pedagogo) - Jaboti
Prometeu tem que cumprir
Fico indignado quando vejo notícias como a dos ambulantes do Terminal Urbano. O Ministério Público deveria se preocupar com os políticos que na época da eleição prometeram, segundo os ambulantes, que não mexeriam ali e evitar jogar na rua pais e mães de família. Na hora do voto, os políticos prometem já sabendo que não podem cumprir pois não depende só deles. Então, deveria haver uma lei obrigando o cumprimento das promessas. O Tribunal Superior Eleitoral deveria punir com a perda do mandato.
JULIO RODRIGUES DE MELLO (vigilante) - Londrina





