Cartão vermelho

Foi lamentável ver o senador Eduardo Suplicy empunhando um cartão vermelho bradando a expulsão de José Sarney como mostrou a matéria ''Suplicy mostra cartão vermelho a Sarney'' (Política, pág. 6, 26/08). O senador paulista teve inúmeras oportunidades de colaborar com a limpeza ética do Congresso e não o fez por que não quis. Oportunistamente quando a ''onça'' já estava morta apareceu tentando restaurar a dignidade perdida daquela Casa. Reflexão profunda servirá a infeliz atitude do intelectual senador. O criador de toda esta e outras confusões é o Poder Executivo comandado pelo sr. Luiz Inácio que tenta de todas as formas intrometer-se em outros poderes sob a falsa argumentação da governabilidade.

WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) - londrina


Virou palhaçada

O cartão vermelho levantado pelo senador Suplicy virou símbolo do nonsense e reafirma a tese de que o Senado ''não é uma exigência democrática''. O sistema bicameral está falido. Quando apareceu na Constituição de 1824, o Senado foi criado para ser uma Câmara revisora que evitaria excessos do Legislativo, mas continuará sendo reduto de privilegiados, em sua maioria abastados e afortunados, sem nenhum compromisso com o Brasil. Pena ainda sermos um povo atado aos nós da passividade e da ignorância. Infelizmente, a tentativa do cartão vermelho para os lobos em pele de cordeiro soou como mais um engodo. Ou no mínimo piada inspirada no programa de TV dos brothers Supla e João Suplicy.

ANTONIO SERGIO NEVES DE AZEVEDO (estudante) - Curitiba


'Feijoada antiética'

Operando em desfavor à democracia, nosso presidente atua no Congresso de forma tão promíscua que acaba forjando uma ditadura sem armas. Em meio às atuais incoerências políticas em sua biografia, resta saber o que ele quis dizer ao qualificar Flávio Arns de ''senador de primeiro mandato'' e ''encrenqueiro'' em relação ao PT. Consta que em seu terceiro mandato de deputado federal, Arns afastou-se do PSDB em direção ao PT por conta de ter assinado em favor da CPI da Corrupção do Governo FHC em 2001. Será que aos olhos do presidente o senador paranaense é inexperiente ou ao posicionar-se de forma firme perante a ''feijoada antiética'' é encrenqueiro?

JOSÉ MAURICIO BIGATI (psicanalista) - Ibiporã


Demissões na Receita

Com relação à matéria ''Cúpula da RF entrega cargos em protesto'' (Política, pág. 6, 25/08), a Receita Federal, um órgão até então isento de qualquer envolvimento com jogatina política, neste governo conseguiu quebrar uma sequência de dezenas de anos de probidade administrativa. O pedido de demissão de doze funcionários em solidariedade à ex-secretária Lina Vieira, por meio de uma carta que cita impessoalidade, legalidade e moralidade dentre os motivos para a tomada da decisão, mostra o momento caótico por que passa a política brasileira, onde a honestidade há muitos anos passa distante.

HABIB SAGUIAH NETO (bancário) - Marataízes


Nomeação para o TJ/PR

Sobre a matéria ''Advogado de Londrina assume cadeira no TJ'' (Política, pág. 5, 26/08), o governador Roberto Requião está de parabéns pela indicação do advogado londrinense Domingos José Perfeto para o cargo de desembargador do Tribunal de Justiça. A Justiça paranaense será fortalecida, pois capacidade, honestidade e lealdade não faltam ao indicado. Parabéns.

BRAZ RODRIGUES NETO (presidente do Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais) - Londrina

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