Mazelas londrinenses

Londrina precisa escolher seu caminho: ou olha para frente e segue como metrópole esmerando-se em iniciativas de cidades de seu porte (Joinville, Campo Grande, Ribeirão Preto, Juiz de Fora), ou vai ser sucumbida pelo progresso de outras. Apesar de termos um prefeito empossado, corremos o risco de ter um novo (seria o terceiro neste ano). Os famosos buracos e grelhas do Calçadão, as intocáveis pombas, os insolucionáveis problemas técnicos do aeroporto, a dificuldade de se decidir o valor de uma tarifa de ônibus, o autódromo deficiente, a polêmica sobre onde vamos erguer o Teatro Municipal e, por fim, o time de futebol da cidade que está na UTI há uma década e luta contra a chegada outro time por achar que o nome da cidade lhe pertence. Afinal qual Londrina de verdade queremos: a competente ou esta que não consegue resolver problemas relativamente simples?

ARMSTRONG FERNANDES COSTA (economista) - Curitiba


Que lástima!

Com relação ao Editorial ''Mais uma proposta de mudar local do Teatro'' (Opinião, 27/07), o Teatro de Londrina não sai, mas o espetáculo está sendo visto há tempos. O que querem senhores londrinenses? Imbróglio no Teatro, no transporte urbano, na política e outras coisas que ficamos sabendo todo dia pela FOLHA DE LONDRINA. Enquanto isso, a cidade vai ficando para trás: Joinville e Maringá, por exemplo, andam!

LAERCIO BALDI (servidor público) - Rolândia


'Dor de cotovelo'

O trânsito da nossa cidade está um caos, em especial, a área proposta por entidades e shoppings para construção do Teatro Municipal. Nessa área a cada dia temos mais acidentes, congestionamentos e falta de estacionamentos públicos e particulares. A área inicialmente proposta, no Marco Zero, que já possui projeto é a melhor opção, pois além de aliviar o trânsito do Centro traria progresso, valorização, segurança e uma melhor apresentação dessa área que há muito tempo denigre a Zona Leste. Essa proposta de mudança do local é política e também de desrespeito aos empresários que investiram com o objetivo de melhorar aquela região e obter o merecido lucro por esse empreendedorismo.

ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina


Rolândia sitiada

O saldo é preocupante: dez assassinatos somente este ano; inúmeros estabelecimentos comerciais assaltados em plena luz do dia; veículos e residências furtados; tiroteio entre gangues rivais próximo ao centro da cidade e até policiais sendo ameaçados pelo crime organizado. Isso tudo está acontecendo na ex-pacata e tranquila Rolândia. E domingo a cidade teve o seu momento de ''glória e fama'': uma emissora de TV expôs, para todo o Paraná, o caos em que vive a nossa população. Não era assim que nós, rolandenses, gostaríamos de ter saído na foto.

FÁBIO LUÍS IWAKURA (consultor de marketing) - Rolândia


Jornalismo e internet

Excelente o texto ''Aula de jornalismo'', de Celia Musilli (FOLHA 2, pág. 4, 26/07) sobre a passagem do jornalista Gay Talese pelo Brasil, durante a Festa Literária de Parati. A síntese das entrevistas que ele concedeu a jornalistas brasileiros retrata a autoridade de quem sabe praticar o bom jornalismo. A ''pesquisa Google'' não chega a ser uma imbecilidade, como escreveu a colunista, mas a chuva de textos noticiosos similares que vemos hoje na internet representa muito mais o comodismo daqueles que nunca foram ou cansaram de ser repórteres.

ZEMÁRIO SANTOS (jornalista) - Ibaiti

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